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Reações à morte de Jorge Palma: "Um dia triste para a música portuguesa"

SÁBADO 22 de setembro de 2026 às 10:13

Cantor morreu na última madrugada, aos 76 anos.

Momentos Chave
Jorge Palma Pedro Ferreira
Ao MinutoAtualizado Há 2 dias
Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 17:17
Lusa

Sérgio Godinho lembra o "cúmplice", "grande músico" e "ótimo escritor de canções"

O músico Sérgio Godinho recordou o "cúmplice" e "amigo de longa data" Jorge Palma como um "grande músico" e um "ótimo escritor de canções".

Sérgio Godinho e Jorge Palma têm cinco anos de diferença e uma história com pontos em comum. Ambos se exilaram, por oposição ao regime ditatorial, editaram os primeiros álbuns nos anos 1970 e marcaram a música portuguesa contemporânea, influenciando outras gerações de músicos. Resumir uma relação com mais de 50 anos, "é sempre difícil", mas Sérgio Godinho começa por contar que Jorge Palma era "um amigo de longa data, amigo íntimo, amigo de casa".

"Ao mesmo tempo era um grande músico e um ótimo escritor de canções", disse, em declarações à Lusa.

A primeira vez que gravaram juntos, lembrou Sérgio Godinho, foi no tema "Na terra dos sonhos", do álbum "Qualquer coisa pá música", de Jorge Palma, editado em 1979.

Quando se conheceram, quatro anos antes, tiveram "uma espécie de empatia logo imediata".

"Conheço o trabalho dele desde um disco já muito antigo chamado 'Té já' [1975], onde está 'O Bairro do Amor', mas também outras canções importantes, e a partir daí fomos sempre acompanhando [o trabalho um do outro], até que isso culminou numa série de espetáculos que fizemos, chamados 'Juntos' [em 2015], em que tocámos o repertório um do outro e juntámos as nossas bandas, ou pelo menos alguns elementos de cada uma das bandas, e fizemos muitos espetáculos de uma grande pujança e cumplicidade", partilhou.

Quando alguém como Jorge Palma "se vai é uma tristeza".

"Tinha falado com ele há uma semana. É sempre uma tristeza, mas pronto, como diz a própria frase do Jorge, 'a gente vai continuar', não é?", disse.

Além de um grande escritor de canções e um bom cantor, Jorge Palma era também "alguém muito disponível para os outros".

Em tantos anos de amizade, "os episódios sucediam-se", sendo por isso para Sérgio Godinho difícil nomear um, quando lhe é pedido.

"Nós éramos muito amigos, éramos cúmplices, e é esse o episódio total da nossa colaboração", disse.

Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou a família, pedindo que o autor seja lembrado "pelas suas canções e palavras", agradecendo "toda a amizade demonstrada ao longo dos anos".

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 17:15
Lusa

João Gil recorda "homem livre" que deixa uma "pegada impressionante" na música

O músico João Gil recordou Jorge Palma como "um homem livre" que "representa aquilo que o Portugal democrático tem de melhor", destacando a "pegada impressionante" que deixa na música portuguesa.

"Ele deixa um legado enorme, deixa uma pegada impressionante. No fundo ele representa aquilo que o Portugal democrático tem de melhor. Um homem livre, um homem cheio de luz, cheio de força criativa, uma capacidade incrível de escrever muito à flor da pele, mesmo no fio da navalha", porque "o Jorge sempre esteve no limite", afirmou, em declarações à Lusa.

João Gil descreveu ainda Jorge Palma como um pianista "absolutamente deslumbrante", um "cantor incrível", com "uma voz única, uma marca e um carisma únicos, e depois uma capacidade poética e de composição e de escrita musical única e invulgar".

Por isso, "é uma referência importante para aqueles que privaram com ele, é uma referência para todos os novos, muitos novos e os mais novos que estão a fazer música e todos aqueles que querem vir a fazer", considerou, acrescentando que Jorge Palma "toca todas as gerações" e "fica na nossa memória".

"Ele desaparece da vista, mas deixa muito, deixa muito, muito, muito mesmo", sublinhou.

Para lá do artista, João Gil recordou a "nobreza" de Jorge Palma e "a altivez bonita que ele sempre teve", depois de uma vida em que partilharam "muitos palcos, muitos discos, muita vida, muita estrada, muitas carrinhas, muita refeição, muitos copos".


Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 16:18
Lusa

Alex Cortez recorda o músico que foi também "um grande poeta"

O músico Alex Cortez, um dos elementos do Palma's Gang, recordou esta terça-feira Jorge Palma, que morreu na segunda-feira aos 76 anos, como "um exímio pianista" e "extraordinário compositor", mas também "um grande poeta".

"Ele tinha um curso superior de piano, era um exímio de pianista, um extraordinário compositor, mas para mim tinha uma qualidade que também o diferenciava que era o facto de ser um grande poeta. Acho que se pode inscrever como um grande poeta na poesia portuguesa contemporânea", afirmou Alex Cortez, em declarações à Lusa.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 15:22
Ana Bela Ferreira

Carolina Deslandes recorda "o inventor das palavras"

A cantora Carolina Deslandes dedicou um texto longo ao desaparecimento de Jorge Palma. Chamou-lhe "o inventor das palavras". "Morreu o homem que me fez sentir que a poesia morreu com ele." A artista lamentou que Portugal seja "o país que larga a mão dos mais velhos e depois dá-lhes nome de rua. O Jorge não foi amado à proporção da sua genialidade. Nunca haverá outro Jorge Palma. E o mundo hoje acordou mais feio e mais só."

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 14:39
Ana Bela Ferreira

Mariza: "Tenho tantas memórias tuas que prefiro ficar com elas assim, vivas, barulhentas"

A fadista Mariza dedicou um texto de despedida ao "amigo" Jorge Palma. "É estranho pensar que já não vou ouvir a tua voz, as tuas histórias", escreveu. "Fomos amigos. Amigos a sério. E isso vale mais do que qualquer coisa que eu possa escrever hoje. Tenho tantas memórias tuas que prefiro ficar com elas assim, vivas, barulhentas, cheias de música, de conversas e de gargalhadas", acrescentou.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 14:29
Ana Bela Ferreira

Mafalda Veiga lembrou "Tatuagens"

A cantora Mafalda Veiga também expressou pesar pela morte do cantor nas redes sociais. Partilhou uma fotografia de ambos a propósito da gravação da música "Tatuagens" gravada em 1999 pelos dois.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 14:25
Ana Bela Ferreira

Herman José recorda Palma com o "Diácono Remédios"

O humorista Herman José reagiu à morte de Jorge Palma partilhando um vídeo da presença do cantor num programa seu na RTP onde ouviu a apreciação do Diácono Remédios ao seu trabalho.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 13:16
Lusa

Flak lembra "pessoa genial"

O músico e produtor Flak, que integrou o Palma's Gang, recordou Jorge Palma, que e com quem tanto aprendeu, como uma "pessoa genial", que era feita de "um pó das estrelas muito especial".

Para Flak, Jorge Palma "tinha aquela energia das pessoas geniais".

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 12:04
Lusa

Partidos recordam "figura maior" da música nacional

Livre, PCP, BE e CDS-PP recordaram esta terça-feira o músico Jorge Palma como uma "figura maior" e "voz única" da música contemporânea portuguesa, manifestando pesar pela sua morte aos 76 anos.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 11:52
Ana Bela Ferreira

Marinha também se associou às homenagens

A Marinha Portuguesa usou as redes sociais para deixar a sua homenagem ao músico. Com os versos de "A Gente Vai Continuar" e imagens da Marinha deixaram o seu "até sempre, Jorge Palma".

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 11:45
Ana Bela Ferreira

Tim partilha "vénia" com Jorge Palma

O vocalista dos Xutos e Pontapés, Tim, partilhou no Instagram uma fotografia com Jorge Palma, que legendou com: "A nossa derradeira vénia juntos".

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 11:28
Ana Bela Ferreira

Samuel Úria: "Que miseráveis que teríamos sido sem ti, Jorge"

O músico Samuel Úria escreveu nas suas redes sociais que a morte de Jorge Palma "não é sequer do domínio do dizível. Mas o que fica é, e será - pelo menos enquanto este país existir (e houver estrada para andar)". Deixando uma versão da música "Beijos e Papas de Leite" feita durante a pandemia, a propósito dos 70 anos de Palma.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 10:19
Isabel Dantas

Carlos Moedas: "Lisboa acordou mais silenciosa e com o coração mais frágil"

Carlos Moedas referiu nas redes sociais que "Lisboa chora hoje um dos seus filhos mais brilhantes". O autarca da capital constatou também que a cidade "acordou mais silenciosa e com o coração mais frágil". "Partiu Jorge Palma, o eterno rapaz do piano, o poeta vagabundo que fez das nossas ruas o seu palco e das nossas vidas a sua grande canção."

"Nascido em Lisboa, Jorge Palma conhecia o pulsar desta cidade como ninguém. Dedicou-lhe acordes, madrugadas e uma honestidade desarmante que nos ensinou a rir dos dias errados e a abraçar o recomeço em cada 'Primeiro Dia'. Foi o músico de rua em Paris, o mestre do Conservatório, a voz rebelde e livre que nunca se cansou de defender a cultura e a liberdade", prosseguiu Moedas.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 10:13
Lusa

Aguiar-Branco: "Deixa uma marca indelével na cultura nacional"

O presidente da Assembleia da República manifestou também profundo pesar pela morte de Jorge Palma, realçando que foi uma das figuras mais marcantes da música portuguesa que deixa uma marca indelével na cultura nacional. Na mensagem que publicou na página da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco escreve que Jorge Palma "foi uma das figuras mais marcantes da música portuguesa".

"Cantor, compositor e pianista, deixa uma marca indelével na cultura nacional. A sua obra atravessou gerações e continuará a fazer parte da vida dos portugueses. Jorge Palma partiu, mas a sua música fica", salienta o presidente do Parlamento na sua mensagem.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 09:02
Lusa

Ministra da Cultura fala num "cantautor extraordinário"

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto , considerando-o um "cantautor extraordinário". Numa publicação na rede social X, Margarida Balseiro Lopes considerou o autor de temas como "Frágil", "Dá-me Lume" ou "Bairro do Amor" uma das vozes mais icónicas da música portuguesa das últimas décadas e endereçou "sentidas condolências" à família e amigos.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 07:49
Isabel Dantas

António José Seguro "triste e consternado"

"Foi com enorme tristeza e consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte de Jorge Palma", pode ler-se numa nota publicada no site da Presidência da República. "Portugal despede-se de um dos seus ícones e de um dos grandes poetas da nossa música e da nossa sensibilidade. As suas canções hão de ficar como uma recordação intensa e profunda da nossa melancolia; elas marcaram a vida portuguesa durante décadas e, por muito tempo, hão de iluminar a memória de várias gerações."

Seguro recorda que, "além de criador e intérprete de exceção, Jorge Palma foi também um artista que colaborou e trabalhou com muitos outros companheiros, mostrando sempre uma rara versatilidade e ecletismo, o que fez dele uma referência da nossa história musical ao longo dos últimos cinquenta anos. Para todos eles, trabalhar com Jorge Palma constituiu um momento raro e irrepetível das suas vidas."

A mesma nota da Presidência prossegue lembrando que "Jorge Palma emprestou à música portuguesa um caráter único e uma busca incessante da beleza que construiu uma utopia da amizade, do amor, da generosidade – e do riso. De certa maneira, todos habitámos o seu bairro do amor, todos nos rimos com os seus versos, todos nos sentimos frágeis, todos prometemos continuar a ser aqueles que fomos quando cantámos as suas canções pela primeira vez ou quando elas deram sentido às nossas vidas."

A finalizar, deixa as condolências "aos seus filhos Vicente e Francisco, à sua mulher Rita, bem como à sua família e colaboradores, e a todos os artistas que estiveram ligados à sua música e à sua carreira."

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 07:46
Lusa

Paulo Rangel: "Um dia triste, muito triste, para a música portuguesa"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reagiu à morte de Jorge Palma afirmando que é "um dia triste - muito triste - para a música portuguesa e, claro, para todos os que o amavam".

Na sua página na rede social X, Paulo Rangel escreve que, perante a morte do cantor e compositor, "ficam a voz, os poemas e o carisma".

Paulo Rangel abre a mensagem citando uma das canções do músico - "O que eu não vivi, hei-de inventar contigo" -, e termina-a garantindo: "O que ele já não vai viver, vamos nós agora inventar com ele".

O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou a família.

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 07:42

José Luís Carneiro: "Deixa-nos uma obra extraordinária"

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, como um dos "maiores músicos e compositores" portugueses e a sua "obra extraordinária".

"Jorge Palma deixa-nos uma obra extraordinária, feita de palavras, melodias e canções que atravessaram gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses", escreveu José Luís Carneiro, na sua página oficial na rede social X, afirmando que "Portugal perdeu hoje um dos seus maiores músicos e compositores".

"Homem livre, de uma criatividade singular e de uma autenticidade rara", Jorge Palma "fez da música também uma forma de celebrar a liberdade", acrescentou José Luís Carneiro, que conclui: "Obrigado por tanto, Jorge Palma. A gente vai continuar".

Há 2 dias 22 de setembro de 2026 às 07:40
Lusa

Luís Montenegro: "Voz única e músicas intemporais"

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, de  Jorge Palma, falecido para a cultura portuguesa, com a sua "voz única e músicas intemporais".

"Jorge Palma parte, mas a sua música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações", afirmou o chefe de governo em mensagem no X, logo após ser conhecida a morte do músico.

"Fica, sobretudo, na cultura portuguesa, que ajudou a transformar com a sua voz única e músicas intemporais", adianta Montenegro, deixando condolências à família e amigos de Jorge Palma, em nome pessoal e do Governo.

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