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Protesto pela habitação leva milhares ao Rossio com acampada e palavras de ordem contra Montenegro

Diogo Barreto 31 de outubro de 2026 às 17:32

Na concentração no Largo Camões, em Lisboa, manifestantes entoaram cânticos que visavam o primeiro-ministro.

Milhares de pessoas reúnem-se este sábado no Rossio, em Lisboa, estando prevista mais uma noite de acampada. A polícia está concentrada junto à Praça D. Pedro IV com carros e carrinhas. O cenário repete-se no Porto, na Praça D. João I, com os manifestantes a gritar "resistir" e com uma tenda à cabeça do desfile.

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"Ninguém encosta os nossos filhos à parede"
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Manifestação pela habitação em Lisboa visa Luís Montenegro
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Milhares manifestam-se em Lisboa e no Porto pela habitação
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Mães dão as mãos pela Acampada em protesto pela habitação
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Manifestantes com cartazes sobre Moedas
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Protesto em Lisboa com cartazes contra a ação policial: "O cão de fila guarda casa do dono, à noite vai dormir à barraca."
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Manifestantes em Lisboa protestam pela habitação em frente a um edifício histórico
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Milhares protestam no Rossio contra o governo e as políticas de habitação
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Manifestantes protestam no Rossio com megofones
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"Governo tem medo da virada"
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"Um país mudo não muda!" Pessoas protestam pela habitação em Lisboa
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Mulher com casa de cartão na cabeça protesta em Lisboa
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Manifestantes defendem a casa e acusam os que atacam "quem se ergue pelos mínimos"
Foto: Martim Leitão/Medialivre
"As minorias formam maiorias"
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Milhares protestam no Rossio, em Lisboa, com acampada e palavras de ordem contra Montenegro
Foto: Martim Leitão/Medialivre
Protesto pela habitação em Lisboa
Foto: Martim Leitão/Medialivre

A manifestação arrancou no Largo Camões, pelas 16h, em direção ao Rossio. Frente à estátua de Camões foi erguido um pequeno bairro de casas de cartão com reivindicações escritas, como "Menos turismo" e "Mais bairro". "O povo unido jamais será vencido" são as palavras de ordem que esporadicamente mais se fazem ouvir no Largo Camões, onde se concentram os manifestantes antes do arranque do desfile, havendo ainda gente nas imediações do largo.

"Ó Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação" e "Ó Montenegro, eu quero ter um salário e uma casa para viver" são outras das palavras de ordem que vão sendo entoadas ao som de palmas.

Nas praças lisboetas havia muitos cartazes e uma faixa do Bloco de Esquerda com a imagem do primeiro-ministro onde se lê "Egoísta é a especulação" pontuam a concentração. Também o Livre e o PCP marcaram presença desta vez.

A marcha do Porto saiu da Praça da Batalha às 16h50, cerca de 20 minutos depois da hora marcada, com uma tenda à cabeça do desfile. "Casa para viver" é a frase inscrita no pano verde. O destino era a Praça D. João I, onde os manifestantes chegaram cerca de 50 minutos depois. "Oh Neves, pedagogia pedagogia é a habitação ser um direito em democracia" era um dos gritos de ordem , um recado para o ministro da Administração Interna.

"Teto, chão, direito à habitação" foi uma das frases mais ouvidas, assim como o convite "sai do passeio e vem para o nosso meio". A marcha chegou à praça onde há mais de 20 dias teve início a primeira Acampada do país a gritar em coro: "Resistir", "A Praça é nossa e há de ser" e "O povo unido jamais será vencido".

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

Com Lusa

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