Perto de 50 mil alunos conseguiram colocação na 1.ª fase de acesso ao Ensino Superior
O curso de Engenharia Aeroespacial volta a registar as médias mais altas.
O Ministério da Educação, que antecipou a divulgação dos resultados, revelou que perto de 50 mil alunos do secundário conseguiram colocação no ensino superior público na 1.ª fase do concurso nacional, ocupando 88,9% das vagas disponíveis.
Na prática, entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 foram colocados nesta fase, mais 6.092 do que no ano passado. "Este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do Ensino Secundário e para a utilização de exames nacionais como provas de ingresso", pode ler-se no comunicado divulgado pelo Ministério.
Quanto às preferências de candidatura, refere ainda o mesmo comunicado que "26.819 estudantes, correspondentes a 53,6% do total, foram colocados na primeira opção, enquanto 9.643, ou 19,3%, foram colocados na segunda". "No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções."
O curso de Engenharia Aeroespacial, na Universidade do Porto, voltou a registar a média de entrada mais alta, pelo quarto ano consecutivo, com 19,5 valores. Para aceder ao mesmo curso, mas na Universidade do Minho, foi necessário no mínimo 18,9 valores.
Ainda no que diz respeito às médias mais elevadas, Medicina, na Universidade do Porto, teve uma média de 18,6, tal como Engenharia e Gestão Industrial na mesma Universidade. Segue-se Engenharia Aeroespacial no Técnico, em Lisboa, com 18,6.
Em sentido inverso, o curso de Gestão Informática, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (ESTGL), registou uma média de acesso de apenas 9,7, constituindo a nota de entrada mais baixa, havendo ainda outros quatro cursos com notas abaixo dos 10 valores: Turismo no politécnico de Beja, Biologia na Universidade dos Açores, Educação Ambiental e Turismo de Natureza no politécnico de Santarém, e Engenharia de Sistemas de Computadores, no politécnico de Lisboa.
Este ano, existem 39 cursos que não receberam qualquer candidato, ficando as mais de 700 vagas por ocupar. À semelhança de anos anteriores, são quase todas formações ministradas em institutos politécnicos e universidades do interior, a maioria na área das engenharias.
No que toca às diferenças entre o litoral e o interior, não se registaram grandes diferenças relativamente ao ano anterior, mantendo-se as assimetrias. "A taxa de ocupação das Instituições de Ensino Superior (IES) localizadas no interior do país aumentou cerca de nove pontos percentuais. Mantém-se, contudo, uma diferença territorial significativa. A taxa de ocupação é de 94,1% no litoral e de 69,2% no interior. As instituições do interior concentram 19,8% das vagas iniciais, mas 52,4% das vagas disponíveis para a 2.ª fase”, explica ainda o comunicado.
As candidaturas à segunda fase do concurso decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro, mais três semanas do que inicialmente previsto, devido ao adiamento da 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário e à criação de uma época especial em setembro, motivada pelos problemas decorrentes da correção dos exames nacionais.
Os opções com mais vagas disponíveis para a 2.ª fase são Engenharia Informática nos institutos politécnicos de Bragança, Castelo Branco, Beja, Santarém e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e Engenharia de Energias Renováveis no politécnico de Bragança.