IL não se posiciona sobre eventual comissão de inquérito à Educação e acusa PS de hipocrisia
Para Mariana Leitão, "o ensino obrigatório, obviamente, tem que ter vagas para os alunos", mas não é tempo de "especular sobre o que é que se passou".
A presidente da IL disse esta segunda-feira que o partido não se posicionará sobre uma eventual comissão de inquérito proposta pelo PS aos problemas na Educação enquanto não ouvir todos os esclarecimentos que pediu e acusou os socialistas de hipocrisia.
Em declarações aos jornalistas depois de uma visita, no âmbito das jornadas parlamentares do partido, ao Hospital São João de Deus, em Famalicão, Mariana Leitão considerou que a educação "tem passado por alguns problemas recentes", nomeadamente com os exames nacionais e, mais recentemente, com a colocação dos alunos.
Para a líder liberal, "o ensino obrigatório, obviamente, tem que ter vagas para os alunos", mas não é tempo de "especular sobre o que é que se passou".
"Vamos aguardar que haja resposta por parte do Ministério sobre as causas para ter havido este problema com as vagas este ano e o que é que estão a fazer para que não se repita, porque é óbvio, não podemos começar um ano letivo com alunos que não estão colocados. Temos de garantir vagas para todos", frisou.
Questionada sobre a possibilidade hoje levantada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, de pedir uma comissão parlamentar de inquérito para perceber os problemas com o setor da Educação em Portugal, Mariana Leitão frisou que o partido fez já vários pedidos de informação e apresentou requerimentos sobre esses problemas e que, enquanto não ouvir todas as entidades envolvidas e recolher todos os esclarecimentos, não se vai "posicionar sobre quais quer outros passos".
"Queremos ouvir com ainda maior detalhe o que se passou relativamente aos exames nacionais e só depois disso tomaremos decisões futuras", acrescentou.
Sobre o PS ter dito que Fernando Alexandre é candidato a pior ministro da Educação desde o 25 de Abril, Mariana Leitão considerou que o PS, "quanto tem o legado que tem" - comprovado, acrescentou, pelos recentes resultados do PISA - não está em posição de criticar o Governo.
Para a líder da IL, este é um caso de "alguma hipocrisia" com a qual os liberais não querem compactuar.