Carneiro diz que em 2022 Miranda Sarmento defendia redução do IVA dos combustíveis
Líder do PS recordou palavras do atual ministro das Finanças no debate de urgência no parlamento marcado pelo PS.
O líder do PS citou esta sexta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, quando em 2022 defendia que o então Governo socialista devia ter avançado com a redução do IVA nos combustíveis, medida que a AD considera agora irresponsável.
José Luís Carneiro abriu hoje o debate de urgência no parlamento marcado pelo PS sobre o custo de vida com críticas à falta de resposta do Governo às "dificuldades por que estão a passar as famílias, as empresas e as instituições" devido à atual crise.
"Não é compreensível que o Governo não tenha avançado com a redução do IVA dos combustíveis, eletricidade e gás, da taxa normal para a taxa reduzida'. Fim de citação. Sabem quem fez esta afirmação? Não foi o secretário-geral do PS, foi Joaquim Miranda Sarmento", disse o líder do PS.
De acordo com o secretário-geral do PS, em setembro de 2022, o atual ministro das Finanças, então como líder parlamentar do PSD - e "numa altura em que o preço do gasóleo estava 27 cêntimos mais barato do que hoje" - defendeu a taxa reduzida do IVA para 6% "depois de o Governo do PS ter já adotado, na altura, a taxa intermédia do IVA a 13% via ISP".
"Ou seja, os mesmos que hoje, perante os custos inferiores dos combustíveis, defenderam no passado o IVA a 6%, vêm agora dizer que é irresponsável propor a redução para 13% via ISP", condenou.
Carneiro referiu que o PS vai voltar a insistir num projeto de resolução - sem força de lei - para mitigar o aumento do custo de vida, recomendando medidas como a baixa o custo com os combustíveis, do custo com a eletricidade e com o gás e o apoio aos setores económicos mais expostos, como é o caso da indústria, da agricultura e das pescas, bem como a redução do custo com os bens alimentares mais essenciais à vida das pessoas.
"Temos a melhor expectativa sobre o apoio das diferentes bancadas parlamentares às soluções que temos vindo a defender para hoje, que já devia ter sido para ontem e nunca, nunca, nunca para janeiro de 2027", desafiou, com uma crítica implícita à proposta do Chega para redução dos impostos dos combustíveis que só teria efeito no próximo ano.