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Associação sindical da PSP pede reunião urgente a Luís Montenegro

Lusa 21 de agosto de 2026 às 13:17

Para discutir o aumento da criminalidade e os constrangimentos que afetam esta força de segurança, como a falta de efetivos ou desmotivação.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) pediu uma reunião urgente ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para discutir o aumento da criminalidade e os constrangimentos que afetam a PSP, como a falta de efetivos ou desmotivação.

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Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a ASPP, a principal associação sindical da Polícia de Segurança Pública, justifica o pedido de reunião com o aumento da criminalidade, a "ausência de autonomia e capacidade de resolução" dos problemas, mas também pela incapacidade de uma "negociação profícua" com o Ministério da Administração Interna (MAI).

Entre as principais preocupações da ASPP estão a reduzida capacidade de resposta da PSP às necessidades das populações, a escassez de efetivos no terreno e a "desmotivação crescente que grassa" entre os agentes.

Para a ASPP, "o aumento de episódios criminais é, inequivocamente, o reflexo de uma inadaptação do atual modelo e da dimensão do policiamento, face às necessidades reais do país".

A associação considera preocupante a indefinição do processo negocial e a alegada falta de execução do acordo celebrado em 2024, cuja concretização atribui ao primeiro-ministro enquanto "responsável máximo".

Ao pedido urgente de reunião com Luís Montenegro, a ASPP diz ter tido como resposta apenas o "encaminhamento burocrático" desse pedido para o gabinete do ministro da Administração Interna.

A estrutura sindical considerou a resposta insuficiente e voltou a reafirmar estar disponível para colaborar na procura de soluções, mas exigindo "respostas, diálogo, negociação real e efetiva" e compromisso com a dignificação da PSP e dos seus profissionais.

A direção da ASPP irá reunir-se em breve para analisar o atual quadro, tendo em vista a necessidade de uma intervenção estratégica e o "retomar urgente" das negociações assim como o cumprimento do acordo de 2024.

A valorização da carreira policial, o recrutamento imediato de mais profissionais e um reforço estrutural da capacidade da PSP são outras das reivindicações da ASPP.

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