Como é evidente, quem se define como militante de uma causa jamais poderá ser um pensador ou um jornalista, adverte Garrocho. Pensar a sério é duvidar. E pensar a sério é pensar de forma inoportuna, ou seja, contra as modas da sua época.
Com a sua habitual sabedoria, Carl Sagan acrescentava que seria uma boa notícia recebermos uma mensagem de uma civilização extraterrestre. Seria a prova de que alguém, algures, conseguira sobreviver à adolescência tecnológica para comunicar de forma interestelar.
O alegado roubo no gabinete parlamentar do Chega é pura encenação? Deus me livre de tal pensamento: a realidade, ao contrário da ficção, nem sempre é verosímil. Significa apenas que, no dia em que o dr. Ventura pretender levar aos ecrãs este episódio, terá de o alterar significativamente. Ninguém pagaria bilhete para um filme tão mal-amanhado.
O que acontece quando a inteligência humana, deslumbrada consigo própria, deixa de reconhecer limites morais? A pergunta pode parecer supérflua para a cabeça acelerada de Elon Musk – um Ulisses moderno, com a mesma arrogância do antigo. Mas, em tempos sombrios para a civilização ocidental, é de aplaudir que exista um realizador de cinema que ainda tenha espaço e talento para a formular.
E é esta mesma Europa, tão fecunda nas suas lamúrias, que deplora o afastamento anunciado dos Estados Unidos em matérias de defesa! Quando leio notícias destas, não é o afastamento dos americanos que me espanta; é o facto de, apesar de tudo, eles ainda por cá andarem.
Quando Trump pediu clemência para Balogun antes do jogo com a Bélgica, limitou-se a repetir uma prática antiga. Mas enquanto os seus antecessores manobravam na sombra, Trump exibiu o abuso às claras