Em França, a destruição sazonal já faz parte do calendário. E, como lembrava o nosso Eça, de França tudo nos chega pelo paquete – como, aliás, tem chegado: dos cocktails Molotov nas marchas contra o aborto aos pirómanos de rosto coberto junto à escadaria do Parlamento, vai crescendo por cá um certo gosto por estes passatempos, usualmente com o carimbo da extrema-esquerda.
Difícil de aceitar é ter António José Seguro como tutor do Governo e chefe da Oposição – duas tarefas para as quais não foi eleito. E que serão lembradas por uma parte do seu eleitorado nas próximas presidenciais.
Desde que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, foi apanhado a pedir dinheiro ao alegado criminoso Daniel Vorcaro, cortei no sono e nas refeições só para acompanhar a telenovela em permanência.
[Em Projecto Global], as personagens têm a profundidade emocional de um pneu, com duas excepções: Rosa e Jaime. Com muito pouco, Jani Zhao e Rodrigo Tomás fazem muito. Um brinde aos actores.
Moral da história? A liberdade não tem preço, mas teve um custo: um País politicamente aberto e economicamente travado. Uma inteligência adulta aceita as duas ideias. Cabeças estreitas escolhem a que mais lhes convém.
A Meta decidiu cortar 10% do pessoal. Para quê? Para investir em IA: 135 mil milhões de dólares só este ano. E o reforço em IA provocará novas razias no pessoal administrativo, nos quadros intermédios, em tudo o que vive de rotinas.
Se o estreito de Ormuz continuar o seu bailado macabro, abrindo e fechando ao sabor dos aiatolas, os tecno-saturados terão o privilégio de ver esfumar-se as suas férias em Punta Cana, Ibiza ou no Dubai.