O preconceito da ciência moderna
Ana Reis Investigadora na área da microbiologia
12 de abril de 2016

O preconceito da ciência moderna

No mundo desenvolvido, a igualdade de direitos entre homem e mulher é uma história de profundas mudanças e conquistas. Mas o que é ainda escondem esses sucessos?

No mundo desenvolvido, a igualdade de direitos entre homem e mulher é uma história de profundas mudanças e conquistas. Mas o que é ainda escondem esses sucessos?

Vivemos numa época excepcional em que os direitos das mulheres são impulsionados por acções conjuntas de governos e organizações. Mas o fosso salarial entre homens e mulheres continua a ser a realidade escondida por trás do optimismo. Na União Europeia, as mulheres ainda ganham, em média e pelo mesmo trabalho, menos 16% do que os seus colegas do sexo masculino. Como consequência, e sem que tenham consciência disso, as mulheres estão a trabalhar gratuitamente quase 2 meses por ano. Além disso, o fosso salarial aumenta com a idade da mulher, exaltando o risco de pobreza na velhice.

Mas este é apenas um sintoma de algo maior e bem mais difícil de medir. Este fosso é o resultado de um preconceito imperceptível que ainda permeia a forma como contratamos indivíduos e gerimos organizações. Um preconceito ao qual nem a própria ciência tende a escapar.

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