Não basta ser líder, como parecer?
A liderança é a arte de comandar e influenciar de forma positiva o modo de pensar e os comportamentos das pessoas.
Qual é a relação entre a liderança e a linguagem corporal? Emitimos sempre sinais. Na maior parte do tempo nem reparamos nos sinais que adotamos mediante as diversas situações, em certos gestos e posturas que nos denunciam de uma forma óbvia.
Quantas vezes conversou com alguém que afirma ser um bom líder e todo o seu corpo transmite sinais do contrário?
A liderança é a arte de comandar e influenciar de forma positiva o modo de pensar e os comportamentos das pessoas. Este sentimento traduz-se de uma forma não verbal através da linguagem corporal. Para se tornar mais credível, não basta somente afirmar que é um bom líder, é preciso parecê-lo.
Estamos constantemente a ser avaliados pelos outros, independentemente da nossa posição na organização profissional ou social. A forma como é visto pelos outros depende do tipo de gestos e movimentos que faz durante o dia. Existem movimentos e gestos mais característicos dos líderes e outros mais característicos dos seguidores.
A relação domínio-submissão primitiva é a responsável por definir como irão decorrer as interações entre duas ou mais pessoas, e não ser percebido como dominante vai dificultar em muito a sua imagem de liderança, pois associamos os comportamento de domínio à capacidade de liderança. Dominar não é ser autoritário ou ditador, tal como submisso não é ser escravo ou fraco, é somente a posição que ocupa numa determinada situação ou contexto; esta posição irá determinar o grau de influência que exerce e qual o seu poder de decisão. Poderá ser dominante na sua empresa, no sentido de liderar, orientar e controlar os recursos humanos, e ser mais submisso em contexto social junto dos amigos.
Existem situações em que terá obrigatoriamente de ser dominante, como em cargos de liderança, negociações ou ao ser o promovido. Noutro tipo de situações terá de emitir mais sinais de submissão e exercer o domínio subliminar, como em entrevistas de trabalho, reuniões com chefias, clientes mais dominantes e difíceis ou quando chega a um novo grupo de amigos.
Logo que começa uma interação, os sinais começam a ser emitidos por todos os intervenientes de forma a dominarem ou a reconhecerem a submissão. É aqui que tem de estar muito atento aos sinais que cada um emite, aprender a interpretá-los e usá-los de forma a influenciar melhor o outro ou a adaptar a estratégia.
Parecer frágil torna-o um alvo.
Porque deve dominar?
Conhece a teoria da casa abandonada? Qual a primeira coisa que partem numa casa abandonada?
Muito bem! Os vidros! E sabe porquê?
Porque são os mais frágeis, oferecem menos resistência. O mesmo acontece nas interações diárias, temos uma maior tendência a «atacar» aqueles que oferecem menos resistência. Por este motivo é que ouve «Sou sempre o mesmo sacrificado», «Estão sempre a enganar-me!», «Já é a terceira vez que me assaltam!», «Não me respeitam no local de trabalho», e muitas outras afirmações deste tipo.
Dominar é a manifestação do sistema límbico primitiva «resposta de luta», dá-lhe mais poder de influência, gera mais credibilidade e admiração e ainda evita que o percebam como «alvo» fácil de manipular ou como sendo mais fácil de controlar. Ser dominante protege-o dos «predadores» (maus chefes, maus vendedores, maus amigos...). A submissão demonstra a ausência da «resposta de luta». Muitos dos submissos acreditam que não confrontar o dominante é a melhor maneira de agradar, quando acontece precisamente o contrário. Existe uma maior probabilidade de gostarmos de pessoas iguais a nós, e demonstrar submissão terá um efeito contrário. Para agradar aos dominantes devemos exibir também comportamentos de domínio subliminar, isto é, emitir sinais de domínio para que o dominante não os perceba conscientemente e não gerar confronto ou desafio.
O melhor domínio e o mais eficaz é o domínio subliminar: não gera confronto e pode facilmente exercê-lo sem que o outro se sinta intimidado ou desafiado. Em alguns casos deve emitir sinais de submissão, e digo só em alguns para que dê uma perceção de domínio ao outro e evite ser percebido como ameaça, como em entrevistas de trabalho ou outras situações em que possa estar a ser avaliado ou necessite de alguma coisa da outra pessoa (entrevistas de trabalho, vendas, falar com o seu chefe...).
Pensar que é o líder ou ser o líder é muito diferente. Para um líder é importante confirmar se a liderança é reconhecida ou desafiada pelos outros, seja pelos colaboradores, amigos ou filhos. Para confirmar ou identificar o líder do grupo, o melhor é observar se apresenta a maioria dos sinais não verbais seguintes, caso contrário a sua liderança poderá estar em risco.
· Senta-se mais vezes à cabeceira da mesa.
· Coloca os cotovelos em cima da mesa.
· No escritório, em restaurantes ou em reuniões, senta-se virado para a porta.
· Normalmente, quando está de pé, tem os pés afastados um do outro.
· Em momentos de diversão e de riso, é o mais observado pelo grupo.
· Em grupo, a maioria das pessoas aponta os pés ou o umbigo para o líder.
· Há uma maior tendência para que a cadeira do líder tenha as costas mais altas.
· Não se desvia quando se encontram num corredor.
· Interrompe com mais frequência.
· Coloca a mão no ombro da outra pessoa.
Existe ainda uma perceção errada de que às mulheres são associadas qualidades como a cordialidade, a simpatia e a bondade e quando as mulheres se comportam de forma dominante, são vistas como desagradáveis, más, incompreensíveis, porque violam as «normas» de gentileza feminina, no entanto também acontece o inverso, quando os homens são gentis e simpáticos e cuidadores são vistos como menos competentes e capazes de liderar.
Para se comportar e ser percebido de uma forma poderosa, deve ter charme e transmitir uma imagem não ameaçadora, de competência e de ligação.
Quais as melhores posturas de poder?
· Sorrir pouco. Se sorrir ou rir muito, irá ser visto como menos autoritário.
· Quando confrontado ou ameaçado, a tendência é para exibir gestos ou posturas de submissão. Pare, sorria e coloque a mão no queixo em posição de avaliação.
· Ocupar mais espaço. Aqueles com maior status ocupam mais espaço através de posturas abertas, não cruzando os braços ou as pernas, ombros para trás, queixo na horizontal. Mantenha os cotovelos longe do tronco e tenha sempre as mãos visíveis.
· O aperto de mão poderoso não é medido pela força, mas sim pela firmeza e posição da mão. Faça a mesma força que a outra pessoa e com a mão na vertical.
· Fazer um bom contacto visual direto e assertivo e mais ao falar. Estudos revelam que os dominantes olham mais ao falar do que a ouvir. Não desvie o olhar para longe. Também não deve mantê-lo durante 100% do tempo, faça-o na proporção de sete segundos a olhar e desvie um segundo, para o lado ou para cima; baixar o olhar irá ser percebido com um reconhecer do domínio do outro.
· Falar com um tom de voz mais baixo dá uma perceção de mais autoridade e mais domínio. Baixe o tom de voz e torne-a mais grave. Uma técnica fácil para tornar a voz mais grave e afinada é juntar os lábios e dizer «Hum-hum, hum-hum, hum-hum» ou «Brrrrrrr, brrrrrrr, brrrrr», antes de um evento ou telefonema.
· Manter a cabeça direita. Inclinar a cabeça para o lado é um gesto submisso, faça-o só quando quiser demonstrar
preocupação e interesse. Para demonstrar mais poder e autoridade, deve manter a cabeça direita.
· Colocar os pés bem assentes no chão e ligeiramente afasta- dos. A distância entre os pés revela o grau de confiança e de domínio, e colocar os pés juntos demonstra um baixo grau de confiança. Para as mulheres, este afastar pode ser substituído avançando ligeiramente um dos pés.
· Fazer mais a cúpula do poder (unir as pontas dos dedos à frente do umbigo) e falar com as palmas das mãos para baixo, principalmente ao dar ordens ou diretivas.
· Ao questionar sobre alguma situação mais grave, coloque as mãos na cintura, irá parecer mais dominante e autoritário e evitará ser desafiado. (Use em casos extremamente necessários.)
Não basta ser líder, é preciso parecê-lo.
Não basta ser líder, como parecer?
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