Como os espiões usam os Vírus Mentais
O objetivo do cérebro não é saber a verdade, é ser rápido a avaliar para sobreviver.
O cérebro humano é um computador obcecado por poupar energia e decidir custa esforço, custa calorias, ao longo de milhões de anos, o cérebro desenvolveu atalhos e programas pré-instalados que correm de forma automática, sem que nos apercebamos, e que nos permitem interpretar o mundo para decidir depressa, sem termos de raciocinar sobre cada situação a estes atalhos chamo de vírus mentais. O objetivo do cérebro não é saber a verdade, é ser rápido a avaliar para sobreviver.
Os Vírus mentais são padrões de pensamento repetidos que se espalham na mente como um vírus, infetando a forma como a pessoa vê a realidade, sente e decide, gerando preconceitos, medos irracionais, distorções, deslumbramentos e aqui está a verdade desconfortável que aprendi no mundo da inteligência, ninguém é imune! Nem a inteligência, nem a educação, nem a experiência protegem, aliás, os mais vulneráveis são precisamente os que têm ego elevado, vivem em stress ou em medo.
Os espiões usam estes vírus mentais como um ponto de acesso e influenciar pessoas, para que a sua mensagem passe sem resistência, tornando a pessoa mais sugestionável e ainda mais importante aprendem a conhecer os seus próprios vírus e vacinam-se para não serem afetados por eles.
A partir de hoje pode usar os vírus mentais para a sua vida, seja para se proteger, seja para influenciar, e a primeira lição é que as pessoas influenciam os outros como elas normalmente são influenciadas e depois estranham que não resulte, o erro é assumir que o cérebro do outro funciona como o nosso e não funciona, cada pessoa corre programas diferentes e a arte do Jogo Humano está em identificar quais os programas que correm na mente de quem temos à frente para os influenciar da forma como, eles já são influenciados.
Mapa dos vírus Mentais
1 - Vírus da confirmação
O cérebro procura, valoriza e acredita apenas na informação em que já acredita. Quem sofre deste vírus desliga no instante em que ouve uma opinião contrária e o erro fatal
para quem quer influenciar esta pessoa que sofre com este vírus é atacar de frente e dizer “não tem razão”, “Não é assim”, ao fazer isto a pessoa fecha o acesso à sua mente. A chave é fazer o oposto, descubra primeiro no que a pessoa acredita, e a partir daí, usar fórmulas como “Como já sabe…” ou “Compreendo…”. Ao usar estas fórmulas não está a aceitar ou a concordar, está apenas a demonstrar que está a ouvir sem entregar a sua posição, para que à posteriori a pessoa queira ouvir o que vai dizer.
2 - Vírus do deslumbramento
A admiração excessiva por si própria, faz a pessoa julgar-se mais inteligente, mais capaz e mais poderosa do que é, e esta vai rodear-se de quem a bajula e. rejeitar que critica, mesmo que positivamente, estas pessoas mudam de dentro para fora, nunca de fora para dentro. Não caia na tentação de as trazer à realidade com uma crítica sobre o que realmente são ou fizeram, é o caminho mais rápido para o fracasso, porque elas simplesmente não vão ouvir. O segredo é o elogio como chave de entrada, valorizar primeiro e só depois sugerir pequenos ajustes que a farão ainda ser melhor do que já é., é fazer com que aquilo que diz para ela fazer vai torná-la ainda mais admirada e especial.
Como refiro nas minhas formações, quem se gaba não quer mais nada a não ser a sua admiração e elogios, não quer ser educado.
3 - Vírus da negatividade
Lembra-se de alguém próximo de si, que se queixa constantemente que está tudo mal? Quem tem este vírus foca-se obsessivamente na única opinião negativa e desconfia até dos elogios sinceros, desvaloriza o positivo e amplia o negativo, esquece as vitórias e agiganta as derrotas. Com estas pessoas, não caia na armadilha de desvalorizar do que se queixam ou mostrar o que poderiam ganhar se mudarem, não vai funcionar, tem de mostrar a consequência se não fizerem nada, é a lógica do custo e não do prémio. Em certos momentos, pode usar o remédio do humor, mas atenção não minimizando a queixa da pessoa.
4 - Vírus da comparação
Quem sofre com este vírus, tem a tendência para se comparar constantemente com outros seja pelo estatuto, aparência ou sucesso e, quase sempre, a comparação faz-se com quem parece estar acima, ignorando as próprias conquistas. O resultado é frustração, inferioridade, inveja e insatisfação permanentes, muitas vezes alimentadas por perceções distorcidas da realidade. Quem quer influenciar alguém dominado por este vírus tem de compreender que a pessoa não está a avaliar a sua proposta pelo valor real dela, mas pelo que ela significa em relação aos outros, o que as pessoas vão pensar, dizer ou sentir sobre ela. O posicionamento, aqui, vale mais do que o argumento, mostre-lhe onde a sua decisão a vai colocar numa posição com mais estatuto, poder ou aparência no grupo que lhe importa e terá metade do trabalho feito.
Hoje escrevo sobre quatro vírus mentais, mas há um princípio que atravessa os dezasseis vírus que descrevo no meu trabalho, e é este, não se combate um vírus mental, aproveita-se. O erro do amador é tentar corrigir a forma como o outro pensa, dizer-lhe que está enganado, que devia ver as coisas de outra maneira., isto gera conflito, resistência e a porta fecha-se. Um espião faz o contrário, entra no mundo da pessoa, diz-lhe aquilo que o algoritmo dela precisa de ouvir e acrescenta a informação nova sem nunca entrar em choque com aquilo em que ela já acredita.
Não é manipular, é compreender que cada pessoa tem uma porta diferente e que insistir em entrar pela parede é o que a maioria faz e por isso a maioria falha. Saber que o confirmador precisa de reconhecimento das suas crenças, o deslumbrado precisa de admiração, o negativo precisa de consequências e o comparador precisa de posicionamento, para os diferentes vírus, tem de ter diferentes abordagens.
E há aqui uma dupla vantagem, a mais valiosa de todas, ao aprender a reconhecer estes padrões nos outros, ganha o poder de comunicar com precisão cirúrgica e ao reconhecê-los em si próprio, ganha algo ainda mais raro, deixa de ser previsível, deixa de decidir no automático, de reagir ao gatilho, de ser conduzido por um algoritmo que nunca escolheu e é aí que se vira o jogo, porque quem conhece o código deixa de ser executado por ele e passa a escrevê-lo.
Como os espiões usam os Vírus Mentais
O objetivo do cérebro não é saber a verdade, é ser rápido a avaliar para sobreviver.
O superpoder da ansiedade
Do ponto de vista fisiológico, o que chamamos ansiedade é o corpo a preparar-se para o desempenho. O coração acelera para bombear mais oxigénio. A atenção estreita-se e foca-se. Os sentidos afinam.
A técnica para decifrar mentiras mais fácil de aplicar no dia a dia
Veja a próxima entrevista política com o som ligado e com uma forma de observar diferente, não avalie os argumentos, faça só uma coisa, depois de cada pergunta, confirme se a pessoa respondeu à pergunta e vai descobrir, com algum desconforto, que a maioria das perguntas fica por responder e que ninguém tem esta perceção.
O que um espião aprende?
Frieza não é ausência de emoção, é comando sobre ela. O homem ou a mulher que domine este espaço de meio segundo tem uma vantagem competitiva que nenhum talento substitui.
Olhe-me nos olhos! O pior conselho para apanhar um mentiroso
O segredo mais bem guardado dos profissionais está no fim do corpo, os pés são os piores mentirosos que existem porque estão longe do centro de controlo consciente e ninguém os ensaia.