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Sobe para 903 o número de vítimas mortais nas inundações do Nepal

Marta Rodrigues 31 de agosto de 2026 às 10:08

Mais de 4 mil pessoas estão desaparecidas.

A agência de desastres do Nepal informou esta segunda-feira que foram contabilizadas 903 mortes no país, com 4.247 pessoas desaparecidas, incluindo 592 estrangeiros. Até domingo, as autoridades chinesas relataram 16 mortes e 546 desaparecidos, e a estação estatal chinesa afirmou que 261 dos desaparecidos eram estrangeiros, incluindo mais de cem nepaleses. Seguem as operações de busca e resgate. O balanço anterior dava conta de 768 mortos e mais de 3 mil desaparecidos. 

Nepal Foto AP/Dar Yasin

As equipas de resgate têm tentado encontrar trabalhadores presos em usinas hidroelétricas. O presidente da Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal (IPPAN), Mohan Kumar Dangi, afirmou, citado pela Associated Press, que as inundações danificaram pelo menos 12 projetos hidroelétricos nos distritos de Rasuwa e Nuwakot, e que cerca de 900 pessoas estão desaparecidas nos locais dos projetos. As usinas são pontos cruciais para o fornecimento de energia a mais de 20 mil pessoas na região.

Do lado chinês, os esforços de resgate e recuperação incluíram a reconstrução da estrada que leva ao porto de Gyirong, na fronteira entre a China e o Nepal.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa tinha referenciado seis portugueses desaparecidos no Nepal, mas três foram, entretanto, encontrados com vida.

Segundo explicou o governo nepalês, a região foi atingida por um sismo e uma avalanche, na quarta-feira, que provocaram um grande deslizamento de terras. Como consequência, terra, pedras e lama atingiram o rio Bhote Koshi, acabando por provocar cheias repentinas.

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