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Itália: Aeroporto da Catânia levanta restrições após caos provocado por erupção do Etna

Lusa 18 de agosto de 2026 às 14:28

Redução do nível de alerta vulcânico de "vermelho" para "laranja" ordenou a suspensão imediata de todas as restrições aos voos.

O aeroporto da Catânia, na ilha italiana da Sicília, levantou esta terça-feira todas as restrições impostas há 10 dias devido à atividade do vulcão Etna, que afetando mais de 100 mil viajantes em plena época turística.

Aeroporto da Catânia levanta restrições após caos provocado por erupção do Etna Beate Schleep/picture-alliance/dpa/AP Images

Com a redução do nível de alerta vulcânico de "vermelho" para "laranja", esta manhã, a empresa gestora do aeroporto (SAC) ordenou a reabertura dos setores que permaneciam encerrados e a suspensão imediata de todas as restrições aos voos com origem e destino no aeroporto internacional da Catânia, disse a empresa no sítio de Internet.

A decisão da empresa gestora do aeroporto foi tomada depois do Observatório Vulcânico para a Aviação ter comunicado a diminuição da atividade explosiva e, embora continue a verificar-se "uma fraca emissão de cinzas", estas encontram-se confinadas na zona do cume do vulcão, e não a formar uma nuvem, que impedia os voos.

A mais recente erupção do Etna, iniciada a 07 de agosto, e as consequentes emissões de cinzas provocaram, ao longo dos últimos 10 dias, uma situação de caos no aeroporto de Catânia, com o cancelamento em massa de voos e o desvio de voos para outros aeroportos da Sicília, designadamente os de Palermo (norte), Comiso (sul) e Trapani (oeste).

Embora no sábado a situação tenha permitido uma ligeira trégua e o reinício parcial das operações, na segunda-feira as chegadas voltaram a ser restringidas devido à nuvem de cinzas provocada pelo vulcão siciliano.

Com 3.324 metros de altura, o Etna é o vulcão ativo mais alto da Europa e os frequentes episódios de emissão de cinzas provocam regularmente o encerramento do espaço aéreo no sul de Itália.

De acordo com as primeiras estimativas, os cancelamentos e desvios em massa afetaram mais de 100 mil viajantes, com um impacto económico que a associação de empresas turísticas Assoesercenti Sicilia estimou em perdas entre 12 e 24 milhões de euros.

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