Detido o suspeito de tentar matar o primeiro-ministro polaco e o ministro da Defesa
Um homem estaria a planear um ataque contra o primeiro-ministro e o ministro da Defesa. Não foram, no entanto, partilhados detalhes sobre que tipo de ataque estaria a ser preparado.
O homem suspeito de ter ameaçado e planeado um ataque contra o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e o ministro da Defesa, Wladyslaw Marcin Kosiniak-Kamysz, foi detido, anunciou este domingo o próprio chefe do Governo. Tusk disse à imprensa local que soube da ameaça logo de manhã.
“O homem que ameaçava realizar um ataque foi detido”, informou Tusk na rede social X ao elogiar a polícia pela sua “ação rápida e decisiva”.
A detenção também foi confirmada pelo ministro do Interior, Marcin Kierwinski, que não forneceu detalhes sobre a identidade do homem nem que tipo de ataque estaria a ser planeado.
Este domingo, o caso levou até a uma reunião de emergência entre vários membros da polícia polaca, do serviço de proteção estatal (SOP) e da agência de segurança interna.
"Estamos a tratar deste assunto com a máxima seriedade”, disse posteriormente um porta-voz do ministério responsável pelos serviços de informações, Jacek Dobrzynski.
“Mês após mês, ano após ano, cada vez mais ameaças e mensagens intimidatórias chegam à polícia, ao SOP e aos serviços relacionados com a Polónia e com os polacos”, acrescentou o porta-voz. “Neste caso, estamos a falar de uma grande probabilidade de que essas ameaças possam de facto se concretizar.”
A Polónia, membro da NATO e da União Europeia, tem estado em alerta máximo depois de uma série de ataques com faca em escolas na última semana.
Ao todo foram levados a cabo três ataques na província de Voivodia da Mazóvia, que ocorreram num intervalo de quatro dias e que provocaram um morto e vários feridos, incluindo crianças.
Na quinta-feira, Tusk apelidou estes incidentes de "culto à violência".
Esta ameaça surge também num momento em que se têm multiplicado os rumores de um possível ataque híbrido russo para enfraquecer o apoio ocidental à Ucrânia.
Em setembro, Donald Tusk chegou mesmo a alertar para a provável intensificação deste tipo de incidentes contra os países da NATO. Segundo o chefe do governo, a Polónia seria um dos alvos.