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Detido o suspeito de tentar matar o primeiro-ministro polaco e o ministro da Defesa

Luana Augusto 11 de outubro de 2026 às 18:36

Um homem estaria a planear um ataque contra o primeiro-ministro e o ministro da Defesa. Não foram, no entanto, partilhados detalhes sobre que tipo de ataque estaria a ser preparado.

O homem suspeito de ter ameaçado e planeado um ataque contra o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e o ministro da Defesa, Wladyslaw Marcin Kosiniak-Kamysz, foi detido, anunciou este domingo o próprio chefe do Governo. Tusk disse à imprensa local que soube da ameaça logo de manhã.

ARCHIVO - El primer ministro polaco, Donald Tusk, mira durante una conferencia de prensa durante la cumbre E5 de naciones Kay Nietfeld / AP

“O homem que ameaçava realizar um ataque foi detido”, informou Tusk na rede social X ao elogiar a polícia pela sua “ação rápida e decisiva”.

A detenção também foi confirmada pelo ministro do Interior, Marcin Kierwinski, que não forneceu detalhes sobre a identidade do homem nem que tipo de ataque estaria a ser planeado.

Este domingo, o caso levou até a uma reunião de emergência entre vários membros da polícia polaca, do serviço de proteção estatal (SOP) e da agência de segurança interna.

"Estamos a tratar deste assunto com a máxima seriedade”, disse posteriormente um porta-voz do ministério responsável pelos serviços de informações, Jacek Dobrzynski.

“Mês após mês, ano após ano, cada vez mais ameaças e mensagens intimidatórias chegam à polícia, ao SOP e aos serviços relacionados com a Polónia e com os polacos”, acrescentou o porta-voz. “Neste caso, estamos a falar de uma grande probabilidade de que essas ameaças possam de facto se concretizar.”  

A Polónia, membro da NATO e da União Europeia, tem estado em alerta máximo depois de uma série de ataques com faca em escolas na última semana.

Ao todo foram levados a cabo três ataques na província de Voivodia da Mazóvia, que ocorreram num intervalo de quatro dias e que provocaram um morto e vários feridos, incluindo crianças.

Na quinta-feira, Tusk apelidou estes incidentes de "culto à violência".

Esta ameaça surge também num momento em que se têm multiplicado os rumores de um possível ataque híbrido russo para enfraquecer o apoio ocidental à Ucrânia.

Em setembro, Donald Tusk chegou mesmo a alertar para a provável intensificação deste tipo de incidentes contra os países da NATO. Segundo o chefe do governo, a Polónia seria um dos alvos.

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