Coligação acusa rebeldes huthis do Iémen do ataque ao aeroporto de Riade que matou 12 pessoas
O ataque causou também 309 feridos, incluindo alguns em estado grave, indicou a autoridade de aviação civil saudita.
A coligação militar liderada pela Arábia Saudita acusou este sábado os rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, de terem levado a cabo o ataque de sábado contra o aeroporto Rei Khalid, em Riade, prometendo responder “com firmeza”.
Num comunicado, citado pela Agência France Presse, o porta-voz da coligação, Turki al-Malki, classificou como “crime de guerra” o ataque “contra um dos terminais de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que causou mortos e feridos entre os viajantes e os funcionários do aeroporto”.
O comando da coligação “responderá com firmeza a este ataque terrorista”, acrescentou.
O ataque contra o aeroporto Rei Khalid causou pelo menos 12 mortos, dos quais oito estrangeiros, e 309 feridos, incluindo alguns em estado grave, indicou a autoridade de aviação civil saudita, no mais recente balanço.
A mesma entidade também deu conta de “danos materiais” no aeroporto internacional.
A autoridade aeronáutica saudita confirmou no sábado a suspensão dos voos no aeroporto de Riade após um ataque, sem especificar a origem, mas que fonte diplomática citada pela agência francesa AFP atribuiu aos Huthis.
As operações foram temporariamente suspensas até que os danos sejam avaliados e a segurança das instalações esteja verificada, acrescentou.
Ainda no sábado à noite, a coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou que intercetou e destruiu um míssil balístico disparado pelos rebeldes Huthis numa área a sudeste de Riade onde se encontra a base aérea do Príncipe Sultão.
“Interceção e destruição de um míssil balístico em Al-Kharj lançado pela milícia terrorista Huthi”, referiu a coligação, que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iémen, num comunicado.