Ativistas climáticos protestam no Parlamento Europeu contra combustíveis fósseis
A Greenpeace afirma que estas faixas integram uma ação de protesto que incluiu a entrada de ativistas do grupo Extinction Rebellion Belgium no edifício do PE, onde desenrolaram outra faixa com a mensagem "o gás mata".
Ativistas climáticos colocaram esta quarta-feira duas faixas em frente ao edifício do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a pedir o fim dos combustíveis fósseis, na véspera de os líderes da UE se reunirem para discutir o preço da energia.
Nas faixas em questão, colocadas na Praça Solidarnosc, em frente ao Parlamento Europeu (PE), lê-se "Guerras, pobreza e crise climática: queimar gás rouba-nos o futuro" e "queimar gás destrói a União Europeia (UE)".
Em comunicado, a Greenpeace afirma que estas faixas integram uma ação de protesto que incluiu a entrada de ativistas do grupo Extinction Rebellion Belgium no edifício do PE, onde desenrolaram outra faixa com a mensagem "o gás mata".
Na Praça do Luxemburgo, a poucos metros do PE, outros ativistas, das organizações Extinction Rebellion e Red Rebels, organizaram uma "encenação simbólica", na qual, vestidos de vermelho e com a cara pintada de branco, exibiram imagens de inundações, desflorestação e incêndios, para "simbolizar a perda e a destruição provocada pelos combustíveis fósseis".
A ação foi promovida pela coligação "People vs Gas" ("Pessoas contra o gás"), que reúne várias organizações climáticas, com o intuito de pedir aos líderes da UE, na véspera de se reunirem para uma cimeira em Bruxelas, que "acelerem a transição para um sistema energético totalmente baseado em energias renováveis".
"A Greenpeace e a coligação People vs Gas alertam que a dependência continuada dos combustíveis fósseis, para além de destruir o ambiente, irá agravar a crise do custo de vida, uma vez que estudos indicam que os preços do petróleo e do gás são as principais causas da inflação", alertam.
Segundo contas da Greenpeace Bélgica, o aumento do preço da energia fez subir os custos das famílias em mais de 61,5 mil milhões de euros entre março e agosto, em comparação com o mesmo período de 2021.
A organização afirma que esse aumento representa, "em média, um custo adicional de 50 euros por mês por agregado familiar na UE".
"A coligação exige um plano de emergência de curto prazo para proteger a população do aumento dos custos da energia, assim como um roteiro claro para eliminar progressivamente o gás fóssil na Europa até 2035", referem.
Os líderes da UE reúnem-se quinta e sexta-feira em Bruxelas para uma cimeira na qual vão debater respostas para o aumento do custo de vida e tentar consensualizar "os elementos fundamentais" do próximo orçamento comunitário.
Na carta-convite dirigida aos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), o presidente do Conselho Europeu, António Costa, refere que a cimeira terá um "forte enfoque na economia" e na necessidade de se encontrarem respostas para o aumento do custo de vida.
"Precisamos de dar orientações à Comissão sobre medidas específicas e temporárias destinadas a atenuar o impacto dos preços elevados da energia nos nossos cidadãos e empresas, prosseguindo, ao mesmo tempo, a nossa estratégia para reduzir a dependência da Europa face aos combustíveis fósseis", indica Costa.