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Acompanhava intensamente o caso Lindsay Clancy. Pouco depois, foi acusada pela morte do filho

Luana Augusto 05 de setembro de 2026 às 12:08

O caso de Lindsay Clancy, que chocou os Estados Unidos, ganhou um novo capítulo inquietante. Uma mulher de Illinois terá passado horas antes do crime a discutir o julgamento da ex-enfermeira acusada de matar os filhos. Mais tarde, acabou ela própria acusada pela morte do filho de dois anos.

Uma rua tranquila em Illinois, nos Estados Unidos, transformou-se num cenário de terror no início desta semana, quando uma criança de dois anos foi encontrada enforcada dentro de casa e a mãe descoberta numa banheira com cortes profundos, numa aparente tentativa de suicídio.

Corie A. Walsh Gabinete do Xerife do Condado de Will

A polícia de Frankfort, em Illinois, foi chamada à residência pouco depois das 16h de terça-feira, na sequência de uma denúncia para uma criança "ferida" e inconsciente, reportaram as autoridades locais citadas pela CBS News. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram um vizinho a realizar manobras de reanimação em Barret Walsh, o menino que tinha sido encontrado "enforcado na cave, num dispositivo preso a uma viga", referem documentos judiciais. Outras três crianças foram encontradas ilesas na residência.

O vizinho realizava manobras de reanimação desde que tinha ligado para o 911 (equivalente a 112 em Portugal), mas quando as autoridades chegaram ao local a criança já estava fria e sem pulso, revelaram os procuradores. O menino ainda foi transportado para o Hospital Silver Cross, em New Lenox, mas acabou por ser declarado morto às 16h48. O Gabinete do Médico Legista do Condado de Will classificou a morte como um aparente homicídio. Os resultados da autópsia concluíram que a criança morreu mesmo por asfixia provocada pela compressão do pescoço por uma corda.

Já Corie A. Walsh, de 40 anos, foi encontrada na casa de banho do quarto principal, no andar de cima da sua residência, deitada numa banheira, completamente vestida e "rodeada por água com sangue". Segundo documentos judiciais, apresentava cortes nos pulsos e nas coxas.

O vizinho relatou ainda ter encontrado a mulher com uma faca nas mãos "a automutilar-se". Foi então que decidiu retirar-lhe a arma e atirá-la para o lavatório. A faca foi posteriormente recolhida pelas autoridades como prova. À semelhança do filho, também Walsh foi transportada para um hospital, mas sobreviveu aos ferimentos, que não representavam risco de vida, informou a polícia.

Testemunhas relataram posteriormente às autoridades que a mulher tinha-se "envolvido muito no julgamento do assassinato de Lindsay Clancy". Aliás, segundo os documentos judiciais, esteve até às 12h30 de terça-feira, apenas três horas e meia antes do alegado homicídio, a discutir ativamente o caso da ex-enfermeira com um grupo de amigas.

Walsh acabou acusada pelo homicídio do filho de dois anos. Encontra-se atualmente "sob custódia e a receber tratamento médico", de acordo com um comunicado do Departamento de Polícia da Vila de Frankfort. Às autoridades, a mulher disse que "fez isso com o seu bebé porque ele era o 'diabo' e o 'anticristo'", lê-se no processo.

Lindsay Clancy, ex-enfermeira obstétrica de 36 anos, também foi indiciada por triplo homicídio, por ter alegadamente estrangulado os filhos Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses, com fitas elásticas de exercício físico, na sua casa em Massachusetts, em janeiro de 2023. Segundo a acusação, Clancy terá posteriormente saltado do segundo andar numa aparente tentativa de suicídio, que a deixou paraplégica. 

O caso de Lindsay Clancy só começou a ser julgado em julho deste ano, mas terminou na sexta-feira sem que o júri conseguisse alcançar um veredicto unânime. O julgamento foi, por isso, anulado. Resta agora saber se os procuradores vão pedir um novo julgamento.

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