No panteão de livros difíceis estão obras como
Finnegan’s Wake, de James Joyce, pela forma como está redigido;
O Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon pela aleatoriedade agressiva da narrativa, do aparecimento e desaparecimento aparentemente tosco de personagens e até da alternância de planos em que decorre a ação; ou
Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust pela extensão do romance.
A Piada Infinita é quase como uma fusão entre os três. Tem passagens em que é difícil perceber o que está escrito por ser redigido em dialeto tem muitas narrativas que podem parecer pontas soltas e é um tomo gigante.
Um romance com mais de mil páginas (1.102 na nova edição da Quetzal) às quais se acrescentam 95 páginas de notas é, por todas as definições, um romance grande, que rivaliza com um
Guerra e Paz ou
Os Miseráveis. Nesta nova edição da Quetzal é também pesado: quase dois quilos.
Caso deseje lançar-se à leitura do livro e tiver dúvidas sobre que edição deve escolher, pode optar pela
Graça Infinita da Companhia das Letras (para o caso de querer um livro cuja capa seja esteticamente agradável e com uma dianteira única e traduzido para português do Brasil), a nova edição da Quetzal (as badanas podem vir a dar jeito ao longo da leitura) ou, se desejar ler no original, a edição do 20º aniversário da Abacus é um
paperback que aguenta bastante porrada. Há também várias novas edições com capa dura e capa mole a comemorarem os 30 anos com prefácios e críticas variadas. Pode também optar pela edição digital e poupar os braços e possíveis quedas de tomos pesados em cima da cabeça. Caso já tenha a sua edição, resta atacar o livro.
Depois de várias horas a consumir vídeos e publicações sobre como ler esta obra, deixamos algumas das recomendações mais repetidas:
Tarefas para cumprirr antes de se lançar ao romance A Piada Infinita:
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Se cumpriu os passos anteriores (ou simplesmente os ignorou e quer avançar para a leitura do livro), os especialistas aconselham:
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O que importa nos trinta anos de
A Piada Infinita é que se leia o romance. E que se lembre David Foster Wallace.