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Eduardo Gageiro, de paquete de fábrica a retratista do País (1935-2025)

Mostrou um país a preto e branco que se transformou com a Revolução de Abril. Fotografou rostos anónimos e celebridades com a nobreza exigida em cada momento e fez da máquina fotográfica a sua arma.

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Eduardo Gageiro, de paquete de fábrica a retratista do País (1935-2025)
Ricardo Santos 09 de junho de 2025 às 12:59
Luis Grañena

No Portugal em que Eduardo Gageiro cresceu não havia cores que pudessem pintar a obscura realidade. Reinava o negro das vestes e das mentes, o cinzento da pobreza e da extrema analfabetização. Foi nesse ambiente típico do Estado Novo que nasceu Eduardo Antunes Gageiro, um de três irmãos, filho de um casal proprietário de uma casa de pasto em Sacavém, mesmo em frente à Fábrica de Louça de Sacavém.

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