Os amigos, a fama e os vícios: o que aprendemos sobre Matthew Perry (1969-2023) com a série da Netflix
27 de outubro de 2026 às 20:00André Almeida Santos
Miguel Morgado analisa ensaio de Jaime Nogueira Pinto
Quando Samuel Huntington apresentou em 1992 a sua tese doChoque das Civilizações, muitos foram aqueles que saudaram o novo realismo histórico como antídoto para o optimismo de Fukuyama. Mas assim que examinou com cuidado a tese de que vivíamos não num universo, mas num pluriverso (para usar a terminologia de Carl Schmitt) retalhado por clivagens civilizacionais, o que não é coisa de pouca monta e parece arrastar-nos para uma sucessão de guerras totais até à destruição final, os apoiantes começaram a desertar. Mais tarde, os ataques do 11 de Setembro deram uma nova interpretação à tese de Huntington.