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Crítica de cinema: Instinto Predador

"Se não fosse tão disparatado, até podia ser divertido", escreve o crítico

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Nicolas Cage está sentado numa plataforma de madeira em cima de uma árvore na floresta da Amazónia. Fuma um charuto enquanto lê uma revista sobre imobiliário e bebe um copo. Até que aparece um raro jaguar branco que pode significar a reforma antecipada para quem vende espécies raras a jardins zoológicos. O animal, tão artificial que podia ter escapado de um jogo de computador, é capturado e transportado num cargueiro onde as autoridades Americanas aproveitam para extraditar um perigoso assassino. Se "Instinto Predador" fosse tão disparatado como parece, até podia ser divertido. Mas é apenas básico e entediante. Enquanto alguns actores devoram o cenário, outros quase dormem, talvez à espera que alguém grite "corta" e seja hora de ir para melhores projectos. Para Cage, é só mais um dia no escritório.

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