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Crítica: A Promessa de uma Vida

O filme que marca a estreia de Russell Crowe na realização

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Edição de 17 a 23 de março
22 de abril de 2015 às 10:00

Durante a batalha de Galípoli, na Turquia, uma das mais importantes da I Guerra Mundial, os três filhos de um agricultor australiano (Russell Crowe), integrados nas forças que lutam contra o Eixo, são dados como desaparecidos num mar de mortos (talvez um deles ainda esteja vivo). O agricultor, que prometera à mulher trazer os corpos dos filhos para casa, viaja até à Turquia de 1919 na tentativa de os resgatar, hospedando-se num pequeno hotel gerido por uma bela viúva de Istambul (interpretada pela russa Olga Kurylenko). Nas mãos de Spielberg - ou do David Lean de 1962 - este épico intimista tinha tudo para dar certo. Mas Crowe, na sua estreia como realizador, toma inúmeras opções erradas: banda sonora de lágrima ao canto do olho, uma Turquia de bilhete postal (a encantadora criancinha que rouba a bagagem, a abóboda da Mesquita Azul, os cantos viris dos combatentes, o destino lido no borrão do café), ralentis a dar com um pau e flashbacks da terra de ninguém entre as trincheiras. A consumir com rigorosa moderação. 

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