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Crítica de exposições: Três Estações Nocturnas

Paulo Brighenti expõe na Galeria Baginski, em Lisboa, a sua "pintura de densidades". Leia a crítica de Carlos Vidal

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Edição de 17 a 23 de março
Carlos Vidal 05 de março de 2018 às 16:00

Brighenti é um pintor de densidades, interessado numa pintura mais "corpórea" do que representacional, mesmo na figuração (quase sempre sedimentada em "empastes" que planificam as formas "agarradas" aos fundos, exibindo cromatismos penumbrosos, sombrios). Quando se fala em "peso da noite", no autor, deve ler-se sempre "peso da pintura", densa e em busca de uma luz indefinida. A escolha da encáustica (tinta ou cor misturada em pó de cera) - como "médium" - ligada ao óleo dá a esta pintura uma fixidez formal, que se alarga ao carácter "brutalista" e desfigurado das esculturas. A pintura liga-se ao inexistente.

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