Sábado – Pense por si

Crítica de Artes Plásticas: Fernanda Fragateiro - Chão Comum

Esta intervenção no Montijo revela uma forte "beleza implacável", pois é de uma simplicidade desarmante: trata-se de refazer o chão de uma obra setecentista, "retocada" por Pardal Monteiro nos anos 40

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Edição de 5 a 11 de maio
Carlos Vidal 03 de agosto de 2017 às 07:00

Retrospectivemos, para chegar a esta intervenção: há, na autora, intervenções públicas (por vezes discutíveis e de gosto peculiar, divergindo do essencial da sua obra, como as do Parque das Nações); há uma infatigável busca de interacções com a literatura onde, de modo interessante, a palavra (Blanchot ou Joyce) ganha forma visual ou escultórica (subtil); há uma relação com a arquitectura, buscando uma compreensão do lugar da escultura e seu contexto; e, resumindo (aspecto fundamental), uma busca do feminino recalcado pelo modernismo (recuperando nomes como Lilly Reich, que trabalhou com Mies van der Rohe).

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