Entrevista
Música

Domenico Lancellotti: "Se não fizermos nenhum sacrifício, os nossos filhos e netos vão herdar um negócio complicado"

Filipa Teixeira 03 de setembro

Raio é o terceiro álbum do músico brasileiro Domenico Lancellotti e será apresentado no Porto e em Lisboa, a 5 e 6 de setembro.

Por vezes a voz de Domenico Lancellotti é apenas a onda. Outras é o mar inteiro. É música que lava a alma e o corpo ondulante ao sabor das precursões ancestrais e dos ritmos eletrónicos. É o sibilo da serpente, o soprar do clarinete que exala o amor, que espreme a dor. É esse ir e voltar, um movimento cíclico para nos lembrar o quão bom é dançar no mundo, mesmo quando tropeçamos nos nossos pés trôpegos ou engasgamos o bater das palmas.

Raio é essa expansão da mente que vem da pulsão da natureza e que encontra lugar no peito de todos aqueles que se prestam a escutá-lo, a recebê-lo e a fazer parte dele. É o terceiro álbum de originais de um artista que colaborou com os grandes nomes da década de 60 brasileira, que andou na escola com Moreno Veloso e Alexandre Kassin para mais tarde formar o coletivo "+2" e que torna palpável o invisível através de ritmos que são melodias e de melodias que são raios a penetrar nas brechas do raciocínio.

Falamos com Domenico Lancellotti a poucos dias de atuar na Casa da Música, no Porto (5 setembro), e no Teatro Maria Matos, em Lisboa (6 setembro). Em palco, o musico carioca de 49 anos, a residir há dois e meio em Portugal, far-se-á acompanhar dos músicos João Erbetta (guitarra e voz), Cláudio Andrade (teclados e voz), Sami Tarik (bateria e percussão) e Ricardo Dias Gomes (baixo e voz).

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