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III Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra chega pela primeira vez a Vila Flor

12 de outubro de 2026 às 10:59

Sob direção artística de Inês Falcão e curadoria de Alexandra Silvano, a Casa das Artes de Vila Flor recebe 22 artistas a partir de 16 de outubro.

A Casa das Artes de Vila Flor acolhe, de 16 de outubro a 31 de dezembro de 2026, um núcleo expositivo com 22 artistas, sob curadoria de Alexandra Silvano. 

III Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes em Vila Flor 1

Promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), presidida por Pedro Lima, a Bienal tem direção artística de Inês Falcão. Nesta terceira edição, o evento apresenta 14 exposições e reúne 160 participantes, entre artistas, curadores e expositores, nos nove municípios da CIM-TTM: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vimioso, Vinhais e Vila Flor. 

A primeira edição realizou-se em 2022, em Macedo de Cavaleiros, sob o mote “Linha de Água”. Em 2024, a segunda edição alargou-se a quatro municípios. Em 2026, “Linha da Terra” estende a Bienal aos nove concelhos, cruzando exposições de pintura e escultura com atividades educativas, visitas orientadas, conversas e oficinas dirigidas a diferentes públicos, incluindo o escolar. 

Em Vila Flor, a curadoria de Alexandra Silvano parte da relação entre o ser humano e a terra, tendo como referência as palavras de Miguel Torga, escritor transmontano nascido em São Martinho de Anta: «Chego a sentir-me pedra, orvalho, flor ou nevoeiro». A escolha desta passagem evoca uma relação profunda com a paisagem e com a terra, que atravessa a obra do escritor e encontra ressonância no território transmontano. A proposta expositiva reúne diferentes olhares sobre a paisagem, a memória e a natureza, mas também sobre os conflitos humanos, as fronteiras e as inquietações de um mundo em transformação. 

 "Entre o homem e a terra existe uma proximidade, um lugar de encontro onde a paisagem se torna experiência, memória e pertença. (...) Entre a fragilidade da matéria, a metamorfose, as lutas interiores, a identidade e a liberdade, abrem-se caminhos de reflexão que revelam diferentes formas de pensar e questionar o presente."

Entre os artistas participantes destacam-se Ana Pérez-Quiroga, Cristina Ataíde, Joana Vasconcelos, Leonel Moura, Pedro Calapez e Sofia Areal, cujas obras contribuem para a pluralidade de linguagens, experiências e perspetivas reunidas neste núcleo. 

A Bienal conta com a parceria do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, do Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, do Museu Abade de Baçal, do Museu do Douro, da Associação Portuguesa de Fundição, da Cooperativa Árvore, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e da Sociedade Nacional de Belas Artes. 

Artistas participantes: Ana Pérez-Quiroga; Christine Enrègle; Cristina Ataíde; Engrácia Cardoso; Filipe Amaral; Filipe Romão; Gabriel Garcia; Inez Teixeira; Inês Teles; Joana Pitta; Joana Vasconcelos; João Francisco Vilhena; Jorge Barrote; Leonel Moura; Luís Lemos; Mário Vitória; Martim Brion; Patrícia Noronha; Pedro Calapez; Rico Sequeira; Sofia Areal e Teresa Gonçalves Lobo. 

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