Lisboa "perdeu 1200 polícias" nos últimos dez anos, diz PSP
Bruno Pereira, da PSP, salientou que a polícia precisa de reformas estruturais e reorganização de funções para libertar efetivos para a prevenção criminal, afirmando: «a não ser que haja mudanças de fundo que permitam libertar polícias de funções ou sítios onde não têm que estar, amanhã não conseguiremos ter capacidade para fazer mais do que temos feito, que é reagir às urgências».
Em entrevista no NOW, o superintendente da PSP Bruno Pereira analisou os dados mais recentes relativos à criminalidade e aos meios policiais nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.
O responsável explicou que a análise dos números de criminalidade não pode ser feita de forma simplista, sublinhando que é necessário considerar a extensão temporal e a desagregação geográfica dos fenómenos criminais.
Bruno Pereira destacou que "nos últimos dez anos o comando de Lisboa, que é a maior unidade policial do país, perdeu 1200 polícias" e o do Porto perdeu 300 elementos. Alertou também para o aumento de certos segmentos de roubos violentos e com contornos transnacionais, exemplificando com a atuação de grupos como o 'Gangue do Rolex'.
Além disso, o superintendente salientou que a polícia precisa de reformas estruturais e reorganização de funções para libertar efetivos para a prevenção criminal, afirmando: "a não ser que haja mudanças de fundo que permitam libertar polícias de funções ou sítios onde não têm que estar, amanhã não conseguiremos ter capacidade para fazer mais do que temos feito, que é reagir às urgências".