Entrevista
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Galopim de Carvalho: “Grande parte da população vai ser dizimada, esta é a minha visão”

Paulo Barriga 10 de setembro

Sonhava ser carpinteiro e aprendeu as artes de sapateiro e de ferrador, mas aos 16 anos um professor desviou-o para a Geologia. As pedras acabaram por o levar às pegadas e tornou-se o “pai” dos dinossauros em Portugal. Aos 91 anos está descrente sobre o futuro.

Aos 91 anos, brinca que já não é o pai dos dinossauros, mas sim o avô. António Galopim de Carvalho está a travar a sua última batalha pela preservação dos vestígios pré-históricos em Portugal: colocar os trilhos de pegadas de sáurios de Ourém na primeira linha da Paleontologia mundial. Luta difícil, reconhece. Ao nível da célebre “batalha de Carenque” que, em 1986, obrigou Cavaco Silva a recuar no traçado da construção da CREL. Ativista convicto, mas também escritor com 32 livros publicados, gastrónomo e cibernauta, Galopim de Carvalho considera que existe uma “loucura desenfreada” pelo desenvolvimento que está a pôr o planeta Terra num patamar “irrecuperável”.

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