Mau tempo: Alenquer descontente com adiantamento "muito baixo" do Governo
Foi atribuído um adiantamente de 250.000 euros, mas o presidente da câmara pediu uma reavaliação do montante.
O presidente da Câmara Municipal de Alenquer lamentou esta segunda-feira a verba de 250.000 euros "muita baixa" do adiantamento dado pelo Governo para a reparação dos danos causados pelo mau tempo do início do ano, considerando ter existido uma injustiça.
"Lamentavelmente tivemos um valor muito baixo e muito diferente do que foi atribuído a outros municípios à volta e demos nota do nosso descontentamento à Estrutura de Missão", afirmou João Nicolau, na sessão de câmara pública.
Para o socialista, "houve uma injustiça e falta de equidade" do Governo para com Alenquer, no distrito de Lisboa.
O autarca adiantou ainda que, nos contactos que fez com a Estrutura de Missão, pediu uma reavaliação do montante do adiantamento.
O Governo reforçou os apoios para reparar estragos do mau tempo aos municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras e incluiu Arganil entre os apoiados, segundo um despacho publicado na quinta-feira em Diário da República.
De acordo com o despacho dos ministérios das Finanças e Economia, o Fundo de Emergência Municipal foi reforçado com cerca de quatro milhões de euros, que vão ser transferidos pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo para os municípios afetados pelo mau tempo dos meses de janeiro e fevereiro.
Do montante total, Arruda dos Vinhos e Torres Vedras foram contemplados, cada um, com 1.250.000 euros, Sobral de Monte Agraço com 750.000 e Alenquer com 250.000.
O reforço das verbas visa "assegurar a execução das intervenções rodoviárias urgentes identificadas e consideradas prioritárias para garantir a segurança de pessoas e bens, a reposição da mobilidade e a normalização das condições de circulação nos territórios afetados", justificou a tutela.
A Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro tinha apurado "danos particularmente significativos" nestes quatro concelhos do distrito de Lisboa, cujas "intervenções destinadas à reposição de condições mínimas de segurança assumem um caráter urgente e inadiável, impondo um reforço das verbas previamente adiantadas".
Os temporais que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, entre o final de janeiro e fevereiro deste ano, causaram pelo menos 19 mortos e várias centenas de feridos, desalojados e deslocados, provocando a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
Os municípios das regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram os mais afetados.