Portugal atingiu em 2025 o maior número de nascimentos da última década
Mais de 87.700 bebés nasceram no nosso país no ano passado.
Mais de 87.700 bebés nasceram no nosso país no ano passado.
São bonecos artesanais que se confundem com recém-nascidos e as "mães" simulam partos e cuidam deles como se fossem crianças. O interesse pelos bebés reborn, está a disparar, mas há quem considere o fenómeno perturbador com impacto psicológico.
Portugal registou menos 430 nascimentos nos primeiros nove meses do ano. Os distritos onde nasceram mais bebés foram Lisboa, Porto, Setúbal e Braga.
Dos 150 casos diagnosticados no ano passado, 54 são de doenças hereditárias do metabolismo, 50 de hipotiroidismo congénito, seis de fibrose quística, 34 de drepanocitose e seis de atrofia muscular espinal.
Pelo segundo ano consecutivo, Portugal ultrapassou a barreira dos 80.000 nascimentos, após a quebra histórica da natalidade em 2021.
Segundo os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), foram estudados 83.436 recém-nascidos em 2022, um aumento de 5,3% relativamente a 2021 (79.217), ano em que Portugal registou o menor número de nascimentos.
Foram rastreados, entre janeiro e setembro de 2022, 62.001 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), mais 3.037 do que em igual período de 2021 (58.964).
"A partir de uma pequena amostra de saliva extraída da bochecha, será possível rastrear cerca de 300 doenças pediátricas", revela empresa portuguesa.
Março foi o mês que registou o maior número de nascimentos (7.097), seguido de janeiro (6.482) e, por último, fevereiro com 6.049 bebés.
No ano passado, foram estudados 79.217 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), menos 6.239 do que em 2020 (85.456).
Os dados do teste indicam que nos primeiros onze meses deste ano nasceram 72.316 crianças, menos 6.058 face ao período homólogo de 2021 (78.374).
Até ao dia 31 de outubro de 2021, foram rastreados 65.637 recém-nascidos, menos 6.082 face ao mesmo período do ano passado.
A deputada Maria Antónia de Almeida Santos sublinha que é preciso "identificar opções" de sustentabilidade que não a natalidade.
Villaverde Cabral entende que os Governos têm feito do problema demográfico "um assunto tabu, acerca do qual só pairam incompreensões e mesmo mentiras".
No 1.º semestre de 2021 nasceram cerca de 37.700 bebés, menos 4.474 do que em igual período de 2020. Nos últimos 30 anos, só por duas vezes tinham nascido menos de 40 mil bebés entre janeiro e junho.
Nos primeiros três meses do ano, 18.226 recém-nascidos fizeram o teste do pezinho, o número mais baixo dos últimos sete anos, no mesmo período de tempo.