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"Ela foi morta por este sistema capitalista": manifestantes reagem à morte de Maricarmen

"Ela foi morta por este sistema capitalista": manifestantes reagem à morte de Maricarmen

Maricarmen Abascal, de 87 anos, tornou-se o símbolo da luta pela habitação em Espanha. O despejo da idosa levou milhares de pessoas às ruas em protesto contra a crise da habitação. A mulher estava hospitalizada desde que tinha sido retirada de casa e ia voltar à habitação, após ter aceitado um acordo com a empresa proprietária do imóvel. Na Puerta del Sol, no centro de Madrid, onde continua o acampamento de protesto, os manifestantes receberam a notícia com tristeza.

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A família imperial disputa a sucessão e um homem paga 30 mil euros para ser conde
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Venda de títulos no mercado negro, pratas desaparecidas e palácios trancados: as guerras dos descendentes de D. Pedro II

Há um pai e um filho de costas voltadas, gás lacrimogéneo à porta do palácio e forças policiais. Depois, um tio que não reconhece o casamento do sobrinho, marcado para novembro. Dois ramos disputam a sucessão e, pelo meio, vem à tona uma denúncia: um português pagou 30 mil euros para ser conde, através de um diploma alegadamente emitido em nome da Casa Imperial. O Ministério Público investiga.

Maricarmen foi despejada da sua casa em Madrid, com 87 anos
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Prédio onde a idosa vivia foi adquirido por uma empresa, que aumentou a renda em 275%. Aflita, Maricarmen acabou por se envolver numa batalha judicial com a Urbagestión. Os tribunais deram razão à imobiliária e ordenaram o despejo da mulher, que foi retirada à força numa maca. A situação levou o primeiro-ministro espanhol a propor um decreto-lei para habitação, apelidado de "decreto Maricarmen", que foi aprovado na terça-feira em conselho de ministros.

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