Acordo UE/Mercosul: Governo português fala em oportunidade mas produtores pedem cautela a Bruxelas
Vai ser assinado sábado, no Paraguai.
Vai ser assinado sábado, no Paraguai.
"Durante o ano, é impossível estar a fazer algum tipo de conjeturas porque depende de fatores a que nenhum analista nos consegue dar respostas", afirmou o secretário-geral da Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite.
Matérias primas são, em grande parte, importadas e já estavam a subir devido à conjetura internacional. Subidas dos custos de produção têm sido amortecidas pelos produtores e não pelos distribuidores.
"Apesar de algumas questões pontuais, estamos a trabalhar normalmente e temos suficiente alimento armazenado para os animais", disse Carlos Neves, secretário-geral da APROLEP.
A visão da Universidade de Coimbra em relação a essa matéria "tem a ver com as alterações climáticas, não tem a ver com nenhuma questão financeira", disse o reitor.
Produtores lembram que Portugal importa 50% da carne que consome e que uma boa forma de reduzir a pegada ecológica seria antes a aposta no consumo de carne nacional.
Produtores de leite pretendem que o preço mínimo para o leite suba para 37 cêntimos por quilo em 2019, um valor que, dizem, se aproxima do custo de produção.
Mais de meio milhar de produtores de leite pediram esta quinta-feira a demissão da administração da Lactogal, empresa agro-alimentar portuguesa.
Aprolep pediu a Bruxelas que regule a produção para evitar prejuízos nas empresas do setor.
Associação portuguesa fez apelo as produtores e outras organizações agrícolas reflexão e ação de luta.
Assim, as bebidas vegetais ganhassem espaço no mercado nacional, sustenta secretário-geral da Fenalac.
Responsável descreveu que o preço da venda ao público do leite "está muito baixo" e alertou que o produto está a ser "desvalorizado".
Associação lembram ainda que o próximo ano será de custos acrescidos para o setor, devido "à seca e destruição dos incêndios".
Aprolep também abordou o tema da seca e o seu impacto sobre os produtores de leite.
Incêndios deflagraram na região Centro no dia 17 e provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos.
"Falta aumentar o preço do leite ao produtor", dizem os produtores.