Independentistas catalães e polícia em confronto em Barcelona
Quase duzentas mil pessoas saíram à rua, em Barcelona, para o primeiro aniversário do referendo sobre a independência ilegalizado pelo Constitucional espanhol.
Quase duzentas mil pessoas saíram à rua, em Barcelona, para o primeiro aniversário do referendo sobre a independência ilegalizado pelo Constitucional espanhol.
Os partidos catalães do bloco soberanista estarão de acordo sobre o plano B a adoptar caso não seja possível levar adiante a investidura do presidente destituído da Catalunha. A deputada do JxCAT, Elsa Artadi, próxima de Puigdemont, parece reunir o consenso necessário dos independentistas.
O governo espanhol está apostado em impedir essa investidura e, nesse sentido, vai enviar ao Constitucional um pedido de impugnação da resolução do presidente do parlamento catalão em que propõe a candidatura de Puigdemont à presidente da Generalitat.
Depois de se reunir, em Bruxelas, com o presidente do parlamento catalão, Puigdemont disse que "há muitas possibilidades" para concretizar a sua investidura como líder da Generalitat, porém não esclareceu como pretende fazê-lo nem se vai a Barcelona.
O presidente deposto do governo catalão garante que as "novas tecnologias" tornam viável governar a região a partir de Bruxelas. Puigdemont defende que aquilo que é impossível é liderar a Generalitat estando preso.
Os grupos parlamentares independentistas de centro-direita e centro-esquerda chegaram a acordo para apoiar a candidatura de Carles Puigdemont a presidente do governo catalão. Porém, para tomar posse o presidente precisará marcar presença na sessão de investidura, arriscando prisão.
O primeiro-ministro espanhol avisa que se o presidente deposto da Catalunha tentar tomar posse como líder da Generalitat a partir de Bruxelas, onde se encontra numa espécie de exílio político, o artigo 155 da Constituição continuará em vigor.
O juiz belga responsável pelo processo relativo à ordem de detenção europeia emitida pelas autoridades judiciárias espanholas decidiu adiar para 4 de Dezembro a decisão final sobre a extradição para Espanha de Puigdemont e dos quatro ex-governantes catalães que permanecem na Bélgica.
Apesar de a mobilização não ter sido tão grande quanto esperaria o bloco soberanista catalão, a greve geral na Catalunha juntou milhares de pessoas em Barcelona a pedirem a libertação dos ex-ministros detidos pela Justiça espanhola.
O presidente deposto do governo da Catalunha sublinha ter ido para Bruxelas para reforçar o escrutínio sobre a crise naquela região de forma a pressionar Madrid a aceitar uma solução política e não judicial para o problema.
Esta segunda-feira, os mercados vão estar atentos à assembleia de credores da Oi e à evolução das acções da Apple, que está prestes a tornar-se a primeira empresa do mundo com uma capitalização bolsista de um bilião de dólares.
A justiça espanhola emitiu esta sexta-feira mandados de detenção europeus contra o presidente da região autónoma da Catalunha destituído, Carles Puigdemont, e quatro dos ex-ministros do executivo catalão.
O Supremo Tribunal decidiu adiar por uma semana as audiências com os seis membros da Mesa do parlamento da Catalunha. Na Audiência Nacional, faltaram cinco dos 14 membros do Governo chamados, incluindo Puigdemont.
O advogado do deposto presidente do governo catalão garante que Carles Puigdemont não vai comparecer na Audiência Nacional, em Madrid, na manhã desta quinta-feira. A justiça espanhola pode responder com ordem europeia de detenção.
O procurador-geral da Espanha anunciou que foram interpostos dois processos judiciais contra o governo catalão entretanto demitido e também contra os membros da Mesa do parlamento autonómico. Independentistas serão investigados pelos crimes de rebelião, sedição e fraude.
Ao fim de quase um mês de indefinição após os resultados do referendo de 1 de Outubro, o parlamento catalão declarou a independência e o governo de Madrid activou o artigo 155.º. Tudo no mesmo dia - o 27-O.