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Escolhas alimentares vs. sucesso escolar

A alimentação das crianças vai além das escolhas à mesa: tempo, recursos financeiros e literacia alimentar também contam, enquanto famílias e marcas são chamadas a fazer a sua parte.

28 de outubro de 2026 às 14:22

“O sucesso escolar começa à mesa” foi o tema de um dos debates da Conferência Comer Melhor, com Margarida Santos, especialista em medicina geral e familiar, a sublinhar a importância de “retirar culpa aos pais”. A alimentação envolve mais do que simples escolhas: a literacia alimentar, a disponibilidade de tempo e os recursos financeiros também são fatores importantes, frisou.

Os pais são uma das peças de um puzzle complexo, em que marcas e retalhistas também têm responsabilidades. À mesma mesa estava Tânia Lucas, diretora de marcas próprias do Continente, que assumiu a intenção da marca de alargar a oferta neste segmento e não escondeu a dimensão do desafio.

“Não vamos por atalhos, não retiramos uns ingredientes para acrescentar outros em que não nos revemos”, explicou. Cada produto deve competir em sabor com as alternativas no mercado, sem truques. Tânia Lucas admite que o processo é longo e gradual, com melhorias progressivas no perfil nutricional dos produtos e um trabalho de educação do paladar dos consumidores.

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Tânia Lucas, diretora de marcas próprias do Continente
Foto: D.R.
Margarida Santos, médica especialista em medicina geral e familiar
Foto: D.R.
Conversa “O sucesso escolar começa à mesa” na Conferência Comer Melhor
Foto: D.R.

Estratégias que podem ajudar em casa

Margarida Santos apela também a pequenas mudanças que podem contribuir para grandes transformações, como incluir mais as crianças e os jovens nos temas da alimentação. “Conhecer os ingredientes, ajudar a escolher (no supermercado) e a preparar é importante” para combater alguma resistência em relação a certos alimentos, lembrou.

Segundo José Fortunato, administrador do Continente, os produtos de marca própria da insígnia já chegam a mais de 90% das famílias portuguesas. A marca chama a si a "responsabilidade de contribuir para que as famílias comam melhor e para a literacia alimentar, induzida pelas escolhas que os clientes fazem nas lojas Continente", como destacou o administrador no arranque da conferência.

Entre as iniciativas do grupo nesta área, Tânia Lucas destacou o Semáforo Nutricional, que ajuda a interpretar a informação nutricional dos produtos. “Não é perfeito, mas é uma referência importante para dar indicação” sobre a composição de cada produto, nomeadamente no que se refere a gordura, gordura saturada, açúcares ou sal.

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