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"Governo deve declarar situação de contingência": José Luís Carneiro sobre incêndios que lavram no País

13 de agosto de 2025 às 22:15

Em entrevista no NOW, o secretário-geral do PS revelou que pediu reforço de medidas ao executivo.

O secretário-geral do PS considerou, numa entrevista ao NOW, que “a situação de alerta não é suficiente” e, como tal, “o Governo deve declarar a situação de contingência, que permite ativar os planos de emergência e mobilizar meios”. Recusando assacar desde já culpas ao Governo, José Luís Carneiro afirmou que “é necessário aguardar pelo desfecho do verão” para avaliar o decurso do combate aos fogos.
José Luís Carneiro fala sobre alterações nas leis da imigração, em Lisboa Lusa
Questionado sobre se o primeiro-ministro deveria interromper as férias por causa dos incêndios, o líder socialista não quis responder diretamente, mas partilhou que quando foi convidado para ministro da Administração Interna, o então primeiro-ministro, António Costa, aconselhou-o a “tirar férias na Páscoa e não em agosto”.
Em relação ao chumbo da lei dos estrangeiros pelo Tribunal Constitucional, Carneiro vincou que o PS sempre foi favorável “às entradas regulares e seguras” no País, mas que isso exige “o reforço e a modernização dos meios e serviços consulares”. Defendeu “o direito ao reagrupamento familiar, desde logo por questões de segurança”, por considerar maiores os riscos de “uma imigração essencialmente masculina”. Em matéria de Saúde, o secretário-geral do PS referiu-se à ministra da tutela, Ana Paula Martins, como “um peso morto no Governo”, criticando o “cenário terceiro mundista” do setor, depois de uma grávida ter dado à luz na rua.
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