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Uma centena de manifestantes pede recontagem de votos das legislativas russas

Lusa 03 de outubro de 2026 às 19:27

Entretanto, os meios de comunicação social noticiaram a detenção, na cidade de Izhevsk, do ativista Dmitri Morozov, que planeava uma outra manifestação contra a fraude eleitoral.

Cerca de 100 pessoas participaram este sábado numa manifestação na cidade siberiana de Tyumen contra os resultados das eleições legislativas russas realizadas no mês passado, exigindo a anulação dos resultados e uma recontagem dos votos.

Uma centena de manifestantes pede recontagem de votos das legislativas russas AP Photo/Anthony Pizzoferrata

De acordo com os meios de comunicação locais, o protesto foi organizado pelo Partido Comunista da Rússia sob o lema “Por Eleições Justas”.

A manifestação surgiu na sequência de protestos feitos esta semana pelos comunistas russos, que questionaram a maioria constitucional alcançada pelo partido já presente no Kremlin (presidência), o Rússia Unida, nas eleições de setembro.

A contestação denunciou várias irregularidades na Duma - a câmara baixa do parlamento -, relacionadas com o voto eletrónico e com o facto de as eleições e a própria contagem dos votos terem decorrido ao longo de três dias.

Os participantes da manifestação em Tyumen empunharam cartazes denunciando a “fraude” e pediram uma recontagem justa, argumentando que os comunistas receberam muito mais votos do que os anunciados oficialmente.

Na cidade de Tobolsk, os membros do Partido Comunista planeiam unir forças com o partido da oposição Rassvet, liderado pela ex-candidata à presidência da Rússia Yekaterina Duntsova, para realizar um novo protesto no domingo.

Entretanto, os meios de comunicação social noticiaram a detenção, na cidade de Izhevsk – que se situa na zona dos Urais -, do ativista Dmitri Morozov, que planeava uma outra manifestação contra a fraude eleitoral.

De acordo com os dados finais divulgados pela comissão eleitoral no dia 25 de setembro, o Rússia Unida venceu a votação com uma maioria esmagadora, obtendo 349 dos 450 assentos da Duma, um recorde histórico do partido liderado pelo Presidente, Vladimir Putin, desde 1999.

O segundo lugar, a grande distância do líder, foi conquistado pelo Partido Comunista, que terá obtido 37 lugares no parlamento.

Estas eleições, as primeiras legislativas na Rússia desde o início da invasão militar na Ucrânia, em 2022, foi apontada como fraudulenta por organizações de monitorização independentes, como a Novaya Gazeta Europa, que reportaram boletins colocados a mais nas urnas e pressões sobre eleitores.

Nenhum partido ou candidato abertamente contrário à guerra na Ucrânia recebeu autorização legal para concorrer.

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