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Sete voos alvo de falsas ameaças de bomba na Europa, incluindo um voo Lisboa-Roma

Lusa 03 de novembro de 2026 às 19:33

Todos os aviões foram inspecionados à aterragem, sem que tenha sido encontrado qualquer dispositivo suspeito, adiantaram as autoridades.

Pelo menos sete voos comerciais na Europa terão sido alvo de alertas de bomba que se revelaram falsos, esta terça-feira, incluindo um voo da Ryanair que partiu de Lisboa com destino a Roma, segundo a agência de notícias France-Presse.

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Pelo menos quatro dos alertas diziam respeito a voos da companhia aérea irlandesa Ryanair: um que ligava Manchester (Inglaterra) a Múrcia (Espanha), um de Lisboa para Roma (Itália), outro de Dublin (Irlanda) para Roma e um de Dublin para Sófia (Bulgária).

A Ryanair não confirmou os alertas e não respondeu aos pedidos de esclarecimento, segundo a France-Presse (AFP).

Outros dois voos com destino a Varsóvia, na Polónia, um da companhia escandinava SAS proveniente de Copenhaga e outro da companhia polaca LOT que partiu do aeroporto londrino de Heathrow, também foram alvo de alertas.

Também um voo da Wizz Air que ligava Bérgamo (Itália) a Sófia registou um alerta de bomba.

A polícia britânica indicou ter sido informada de ameaças de hoje de manhã, que visaram "quatro aviões que iriam descolar ou aterrar no aeroporto de Heathrow", bem como de um alerta que visou um avião em Manchester, sem especificar de que voos se tratava, segundo a AFP.

Todos os aviões foram inspecionados à aterragem, sem que tenha sido encontrado qualquer dispositivo suspeito, adiantaram as autoridades.

Estes incidentes ocorrem na sequência de um alerta relativo a um voo da Wizz Air com partida do aeroporto de Luton, em Inglaterra, com destino a Sófia, que teve de aterrar de emergência em Budapeste, escoltado por dois caças húngaros na segunda-feira.

Hoje, dois voos da Ryanair foram alvo de operações de desminagem à chegada a Roma-Fiumicino, na sequência de "uma denúncia anónima relativa a um suposto alerta de bomba", segundo um porta-voz dos Aeroportos de Roma.

O primeiro aterrou por volta das 09:40 (08:40 em Lisboa) proveniente da capital portuguesa e o segundo, proveniente de Dublin, por volta das 10:45, tendo sido escoltado pela Força Aérea Italiana, segundo a mesma fonte.

Um voo da SAS que ligava Copenhaga ao aeroporto Chopin, em Varsóvia, também foi submetido a controlos de segurança após a aterragem, na sequência de "informações sobre a presença de um objeto perigoso a bordo da aeronave", disse um porta-voz do aeroporto, Piotr Rudzki.

Uma pista de aterragem foi temporariamente encerrada, antes de o aeroporto retomar o seu funcionamento normal por volta das 12:20 locais (11:20 em Lisboa), precisou o porta-voz.

Um avião da companhia LOT, proveniente de Londres-Heathrow e inicialmente previsto para aterrar em Varsóvia-Chopin, teve de ser desviado para o aeroporto de Varsóvia-Modlin, segundo um porta-voz deste aeroporto, que foi brevemente encerrado ao tráfego.

Por seu lado, a polícia espanhola realizou controlos à chegada, por volta das 10:30 (09:30 em Lisboa), em Múrcia, de um voo da Ryanair proveniente de Manchester, que tinha sido alvo de um alerta semelhante, segundo a operadora aeroportuária espanhola Aena.

Dois aviões com destino a Sófia foram inspecionados pelas mesmas razões, segundo as autoridades búlgaras: um voo da Wizz Air proveniente de Bergamo, à sua aterragem às 11:10 (09:10 em Lisboa), bem como o voo da Ryanair proveniente de Dublin, que aterrou por volta das 13:30 (11:30 em Lisboa).

Uma vez mais, não foi encontrado nenhum dispositivo suspeito.

Uma porta-voz da polícia de fronteiras búlgara indicou à AFP que estes dois alertas de bomba tinham sido enviados por e-mail ao Ministério do Interior.

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