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Organizações europeias exigem o fim dos subsídios da UE à tauromaquia

SÁBADO 15 de outubro de 2026 às 12:58

Durante uma reunião com membros do Parlamento Europeu.

Uma petição a pedir o fim de subsídios agrícolas destinados à criação de touros para a tauromaquia foi o mote para o tema ser discutido esta semana no Parlamento Europeu, em Bruxelas. Reuniu 51.771 assinaturas de cidadãos de 93 países, incluindo os 27 membros do bloco, e contou com o apoio de mais de 50 organizações de proteção dos animais.

Parlamento Europeu saúda em várias línguas e exibe a bandeira da UE iStockphoto

Durante uma reunião com membros do Parlamento Europeu, organizações de proteção dos animais de Espanha, Portugal, França e Países Baixos expuseram as razões pelas quais devem, em seu entender, ser eliminados os subsídios agrícolas europeus ao setor tauromáquico e analisaram as possibilidades de excluir este financiamento da Política Agrícola Comum (PAC) para o período de 2028-2034. O encontro, na qual esteve a eurodeputada portuguesa, Catarina Martins, foi organizada pelo eurodeputado Niels Fuglsang e pela organização neerlandesa CAS International (Comité Anti Stierenvechten), que trabalha pelo fim da tauromaquia.

Maite van Gerwen, diretora da CAS International, considerou que "ao conceder subsídios agrícolas aos produtores que criam estes touros, o dinheiro dos contribuintes de toda a União Europeia está a ser utilizado para facilitar e perpetuar um enorme sofrimento animal". "Consideramos que isto é injustificável e tem de acabar", defendeu.

Segundo o comunicado divulgado pela organização portuguesa ANIMAL, estima-se que cerca de 200 milhões de euros de dinheiros públicos sejam anualmente destinados à criação de touros utilizados em atividades tauromáquicas. 

Rita Silva, presidente da organização portuguesa ANIMAL, considerou, por sua vez, ser "absolutamente inaceitável que o dinheiro dos contribuintes europeus continue a ser utilizado para financiar uma atividade assente na violência e no sofrimento animal". "A União Europeia não pode afirmar que atribui uma grande importância ao bem-estar animal e, ao mesmo tempo, permitir que sejam utilizados fundos públicos para apoiar precisamente o contrário. A próxima Política Agrícola Comum (PAC) tem de pôr fim a esta contradição", exigiu.

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