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A morte tinha-lhe ficado tão bem

McCartney tem 72 anos e um rasto de grandes hinos pop

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Edição de 28 de abril a 4 de maio
10 de dezembro de 2014 às 15:52

McCartney, ao contrário de Lennon, teve a (in)felicidade de sobreviver e a sua carreira, muitas vezes, serviu para demonstrar que a inspiração pode ser um rasgo da juventude ou resultar da combinação perfeita de personalidades que se encontram num determinado momento. Poucos ou nenhuns artistas têm o seu maior reconhecimento em obras produzidas na curva descendente da sua vida. Alguém imagina que se Hendrix, Cobain ou Curtis tivessem sobrevivido a mortes precoces estariam, neste momento, a produzir algo semelhante ao que fizeram nos seus verdes anos?

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