Sábado – Pense por si

Crítica de Cinema: Rosie

O filme de Paddy Breathnach "é realismo britânico que poderia ter lugar em Lisboa", escreve o crítico

Capa da Sábado Edição 17 a 23 de março
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 17 a 23 de março
Tiago Santos 15 de março de 2019 às 14:23

John Paul trabalha. Rosie não. Têm quatro filhos: uma pré-adolescente, os outros ainda crianças. Circulam por Dublin. O mais correto seria escrever que é na capital irlandesa que "vivem" mas, em Rosie, é essa a questão: a casa onde habitavam foi colocada à venda e, com as rendas proibitivas, encontrar um lugar para a família dormir transformou-se na função a tempo inteiro da mãe - sendo que os miúdos continuam a ter de fazer o trabalhos de casa, ir à escola, lavar os dentes. O filme de Paddy Breathnach, que os acompanha durante dois dias, é sóbrio e inteligente, tratando as personagens com enorme respeito e evitando a emoção fácil e o sensacionalismo.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login