Crítica de cinema: Beleza Colateral

Um drama de David Frankel com Will Smith e Helen Mirren

Sábado
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 21 a 27 de janeiro
As mais lidas GPS
Tiago Santos 30 de dezembro de 2016

"É Natal, é Natal", canta-se por aí. Há luzes que o provam e até filmes que se colam ao sentimentalismo da época com o mesmo oportunismo que a Coca-Cola revelou ao transformar um humilde monge no alpinista das chaminés, vestido de vermelho. Will Smith é um génio da publicidade que perde a filha e escreve cartas à Morte, ao Amor e ao Tempo, à procura de respostas. Três sócios da empresa contratam primeiro uma detective privada - que rouba a correspondência - e depois actores, para enfrentarem "o amigo" como a personificação desses mesmos conceitos para provarem que ele está desequilibrado e assim venderem a empresa.

Nada disto faz muito sentido, são apenas truques narrativos para sustentar uma ideia que, tal como os dominós que Will Smith empilha durante o filme como se fosse uma espécie de Rain Man, se desmancha com um simples toque. Mas o que realmente aborrece, além de ver um incrível elenco demasiado qualificado para este material, é que Frankel e Allan Loeb (respectivamente, realizador e produtor) não conseguem decidir qual é o tom do filme - drama, comédia ou fantasia - e que as lições de vida proferidas (e são muitas) pareçam retiradas de livros de auto-ajuda ou inspiradas na literatura das frases feitas que tanto vende no Natal.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
A Newsletter Semanal Gps no seu e-mail
A GPS indica-lhe as melhores sugestões de fim de semana. Receba todas as semanas no seu email. (Enviada semanalmente)