Foi inaugurado esta quinta-feira o memorial em homenagem às vítimas do descarrilamento no Elevador da Glória, em Lisboa, precisamente um ano depois do acidente que vitimou 16 pessoas. O memorial fica no Largo da Oliveirinha, ao lado da Calçada da Glória, e consiste numa oliveira com 150 anos rodeada de 16 blocos em calcário com os nomes das vítimas. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal também organizou um momento de homenagem, na rua onde se deu o acidente.
A inauguração começou com um momento reservado aos familiares das vítimas, com a presença do Patriarca de Lisboa, Rui Valério, o presidente da Carris, Rui Lopo, o presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, André Caldas, e membros do executivo municipal. A Câmara Municipal de Lisboa pretende “consolidar o Largo da Oliveirinha como espaço de memória e permanência", segundo comunicado.
Citado na nota, o presidente, Carlos Moedas, afirmou que “hoje é um dia muito triste, será sempre um dia muito triste para Lisboa”. A homenagem, continuou, “é o dever da memória, de nunca esquecer nenhum dos nomes”. Esse é "o dever que os lisboetas têm perante esta tragédia”. O memorial é um “espaço de reflexão” onde os familiares podem estar. O autarca deixou ainda uma palavra de gratidão a todos os que prestaram socorro às vítimas do acidente “num trabalho de exceção": Proteção Civil, Bombeiros, PSP, Polícia Municipal, INEM, hospitais, Instituto Nacional de Medicina Legal, freguesias e trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa.
O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal também organizou um momento simbólico de homenagem, na Calçada da Glória. Reuniu membros sindicais e partidários, como o vereador municipal João Ferreira, e foi deixada uma coroa de flores em honra das vítimas.
O descarrilamento do Elevador da Glória a 3 de setembro de 2025 vitimou 16 pessoas, de oito nacionalidades. 24 pessoas sobreviveram. Um ano depois, a investigação ainda decorre, bem como o apoio aos familiares, registando-se, até ao momento, quatro processos indemnizatórios concluídos, ficando a faltar 36 processos.
Com Diogo Barreto