Governo estuda entrada no BCP até 5% para travar acionistas espanhóis
Depois da REN, o Executivo de Luís Montenegro sinalizou o BCP como ativo estratégico para evitar uma maior exposição da banca nacional a capital estrangeiro.
A possível venda da posição da Fosun, o maior acionista do BCP com 20,45%, abre espaço ao Estado para adquirir uma posição minoritária inferior a 5%. O objetivo, avança o Expresso esta sexta-feira, é a vontade de evitar uma maior exposição da banca a capital estrangeiro, nomeadamente espanhol, que já tem um peso significativo no mercado bancário em Portugal, através do Santander, BPI, Abanca, Bankinter e BBVA.
Além disso, o BCP é considerado um ativo relevante para a economia portuguesa, a par de outras empresas em outros setores, como Luís Montenegro fez saber quando anunciou a criação de um fundo soberano para investir em empresas estratégicas rentáveis. Esta possibilidade surge após a entrada do Estado na REN, na qual comprou 13,7% do capital por 390 milhões de euros. O semanário questionou o Ministério das Finanças sobre o assunto, mas não obteve resposta.
O BCP, que é o único banco cotado na Bolsa de Lisboa, tem 40,35% do seu capital na mão de dois acionistas: a angolana Sonangol tem 19,90% e a Fosun 20,45%.