Entraram mais 676 milhões de euros nos certificados em setembro
Os certificados do Tesouro continuam a perder atratividade, o que é mais do que compensado pela entrada de capital nos certificados de aforro.
A atratividade dos certificados de aforro voltou a mais do que compensar a saída de capital das famílias dos certificados do Tesouro. O "stock" conjunto destes produtos de poupança do Estado aumentou, em setembro, em 676,5 milhões de euros, em comparação com o mês anterior, atingindo os 51.721,96 milhões de euros.
O grande impulso veio dos certificados de aforro, cuja remuneração tem vindo a reforçar-se graças à subida das taxas de juro de referência. Sendo a taxa-base fixada consoante a Euribor a três meses, esta voltou a remunerar o tecto máximo de 2,5% - à qual acrescem os prémios de permanência -, reforçando o apetite dos investidores.
O "stock" sobe há dois anos consecutivos e atingiu, em setembro, um novo recorde, nos 45.391,01 milhões de euros, de acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP). São mais 786,89 milhões de euros do que no mês anterior ou 1,33%.
Em sentido contrário, os certificados do Tesouro recuam desde novembro de 2021 e nem a nova série foi capaz de inverter esta tendência. Em julho, entrou em comercialização a nova Série 5 (CTS5) com um nome diferente, um prazo mais longo e uma taxa de juro crescente a partir do segundo ano (e, depois disso, de dois em dois).
O objetivo era "impulsionar o acesso a instrumentos de dívida pública com taxa fixa garantida, sem risco de perda de capital, mas tanto no primeiro como no segundo mês, os resgates superaram as subscrições, o que poderá estar relacionado com serem atingidos prazos já que até há novos clientes a subscreverem estes títulos. Em setembro, o "stock" diminuiu em 110,4 milhões de euros para um total de 6.330,95 milhões.