O valor de
uma formação executiva começa a revelar-se na capacidade de aplicar
conhecimentos, tomar melhores decisões e responder a problemas concretos, de
modo que uma aprendizagem pode deixar de ser apenas mais uma linha no currículo
para passar a ter impacto profissional. Esta é uma mudança importante na forma
como profissionais e empresas olham para a formação. A certificação continua a
ter valor, mas dificilmente será, por si só, um critério suficiente para
avaliar o retorno de uma aposta em competências.
Para quem
investe tempo e dinheiro numa formação, importa perceber o que poderá fazer de
forma diferente quando regressar ao trabalho. “O conhecimento só ganha
verdadeiro valor quando é aplicado à resolução de problemas, à tomada de
decisão e à melhoria do desempenho profissional”, afirma Marta Lopes Ferreira,
coordenadora executiva da Portucalense Business School.
Na prática,
isto significa aproximar a sala de aula dos desafios que os profissionais
encontram nas organizações. Estudos de caso, simulações, projetos colaborativos
e problemas concretos permitem testar conhecimentos e transformar conceitos em
capacidade de decisão. A proximidade com as empresas assume, neste contexto, uma
maior importância, ao permitir identificar necessidades reais e traduzi-las em
conteúdos e experiências de aprendizagem. “Mais do que formar para obter uma
certificação, procuramos formar para transformar: transformar competências em
capacidade de decisão, conhecimento em ação e aprendizagem em resultados
concretos para os profissionais e para as organizações”, sublinha Marta Lopes
Ferreira.
Avaliação
do impacto
A procura
por formação também reflete esta realidade. Progressão na carreira, mudança de
função ou de área, atualização de competências e preparação para uma transição
profissional podem estar na origem da decisão. Em comum está a necessidade de
continuar a aprender perante um mercado de trabalho em transformação. A
formação executiva deixa, assim, de estar associada a um único momento da
carreira. Pode acompanhar diferentes fases e responder a necessidades
distintas, desde a aquisição de competências específicas até à preparação para
assumir novas responsabilidades.
Para as
empresas, a questão coloca-se também em termos de retorno do investimento.
Saber quantas pessoas participaram num programa ou qual foi a sua avaliação no
final pode não ser suficiente para perceber o seu impacto. “As empresas querem
perceber cada vez mais o que muda depois da formação”, explica a responsável.
Na avaliação da Portucalense Business School, o retorno deve considerar a
aplicação das competências, a melhoria do desempenho, a capacidade de inovação,
o impacto nas equipas e os resultados para a organização. Acompanhamento das trajetórias
profissionais e recomendação dos participantes são também considerados na
avaliação do impacto.
A mesma
lógica aplica-se ao profissional que decide investir numa formação. Antes de
escolher um programa, deverá identificar o que pretende mudar, que competências
precisa de desenvolver e de que forma poderá aplicar o que irá aprender.
Esta
abordagem ajuda a compreender a evolução da oferta de formação executiva. Para
2026/27, a Portucalense Business School mantém propostas como o MBA Executivo e
a pós-graduação em Marketing Digital, Business Intelligence & IA reforçando
a componente de inteligência artificial, e apresenta novas propostas em áreas
como liderança, inteligência artificial, marketing, direito, saúde, turismo,
mobilidade e artes digitais. Entre os novos programas estão o Strategic Brand
Leadership, o Programa Intensivo em Liderança com Propósito, o Short Master em
Digital Media Arts e o Programa Executivo de Direito, Regulação e Governação da
Inteligência Artificial.
As empresas querem perceber cada vez mais o que muda depois da formação.
Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da Portucalense Business School.