As
áreas de análise de dados, inteligência artificial, liderança, gestão
estratégica, sustentabilidade e transformação digital estão entre as que
registam atualmente maior procura na formação executiva da FEP Faculdade de
Economia e Gestão da Universidade do Porto. São áreas que acompanham diretamente
algumas das mudanças que estão a transformar as organizações.
Para
os profissionais que tomam decisões, compreender dados e inteligência
artificial deixou de ser uma preocupação exclusiva das equipas tecnológicas. A
capacidade de interpretar informação, perceber o impacto da tecnologia no
negócio e decidir perante cenários de incerteza tornou-se parte do trabalho de
gestão. “A vantagem competitiva resulta cada vez mais da capacidade de
articular tecnologia e julgamento humano”, afirma Óscar Afonso, diretor da FEP.
O
executivo está a tornar-se mais adaptável e orientado para a aprendizagem
contínua. Precisa de cruzar conhecimentos, compreender diferentes dimensões do
negócio e tomar decisões num contexto em que nem sempre existem respostas
claras. “Está a emergir um executivo mais adaptável, mais orientado para a
aprendizagem contínua e mais confortável a trabalhar em ambientes de elevada
complexidade”, refere Óscar Afonso. Este profissional “combina visão
estratégica com literacia digital, que valoriza a tomada de decisão baseada em
evidência e que compreende a importância da sustentabilidade, da inovação e da
colaboração.”
A
compreensão dos dados, da inteligência artificial e do impacto destas
tecnologias nos modelos de negócio é hoje essencial, mas tem de ser acompanhada
por pensamento crítico, capacidade de decisão, comunicação e gestão da mudança.
“As duas dimensões são complementares. As competências técnicas continuam a ser
essenciais para compreender os desafios do negócio e a evolução tecnológica. No
entanto, as power skills têm ganho uma importância crescente porque são
determinantes para mobilizar equipas, liderar a mudança e gerir contextos
complexos”, explica Óscar Afonso.
Competências
com ciclos de vida mais curtos
A evolução
também se verifica nas razões que levam os profissionais a procurar formação.
Se há cinco ou dez anos a progressão profissional era uma das principais
motivações, hoje a adaptação permanente ganhou importância. Quem procura estes
programas pretende cada vez mais responder a desafios concretos. Entre os
participantes estão profissionais em transição de carreira, especialistas que
assumem funções de liderança e gestores que precisam de atualizar competências
perante a transformação digital. O perfil é também mais diversificado em idade,
setor de atividade e experiência profissional.
Óscar
Afonso reconhece ainda que a aprendizagem ao longo da vida deixou de ser uma
opção para passar a ser uma exigência profissional. “As competências têm ciclos
de vida mais curtos e os profissionais precisam de se atualizar continuamente
para manter a sua relevância e competitividade”, afirma o responsável.
As power skills têm ganho uma importância crescente.
Óscar Afonso, diretor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto.