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Liderar com IA exige mais do que dominar a tecnologia

No The Lisbon MBA Católica|Nova, a inteligência artificial já está integrada transversalmente no currículo e aplicada a desafios reais de estratégia e tomada de decisão, combinando tecnologia, pensamento crítico, ética e sustentabilidade.

Maria Jose Amich

A inteligência artificial já está a transformar a forma como os gestores analisam informação, desenvolvem estratégias e tomam decisões. Para Maria José Amich, diretora-executiva do , esta mudança acontece hoje, a um ritmo acelerado, e obriga os programas de MBA a acompanhá-la.

Por isso, no The Lisbon MBA, a IA é integrada transversalmente no currículo, para além dos conteúdos dedicados à análise de dados, inovação tecnológica e transformação digital. O foco está na aprendizagem experiencial e no hands-on learning, com projetos, casos e aplicações práticas que mostram como a IA é já utilizada na estratégia de negócio e na tomada de decisão. Mas saber utilizar a tecnologia é apenas parte do desafio. “A questão diferenciadora está na forma como utilizamos essa tecnologia com discernimento e pensamento crítico, interpretamos os seus resultados e estabelecemos estratégia, regras e modelos de governação à sua volta”, explica Maria José Amich.

A IA está, também, a transformar a forma como os líderes tratam os dados, interagem com stakeholders e assumem responsabilidade pelas decisões. Por isso, as questões éticas não podem ser separadas da aprendizagem tecnológica. Inovação, ética e sustentabilidade são, por isso, integradas na estratégia desde o início.

Maria José Amich fala numa “dupla transformação”, com foco na tecnologia e na sustentabilidade, que exige integrar os fatores tecnológicos, financeiros, organizacionais, humanos e sociais no processo decisório.

A crescente automatização também não reduz a importância das competências humanas. Segundo o Corporate Recruiters Survey 2026, do Graduate Management Admission Council (GMAC), as competências de utilização de IA lideram entre as mais valorizadas nos próximos cinco anos, seguidas do pensamento estratégico, habilidades tecnológicas e de interpretação de dados, resolução de problemas, adaptabilidade, comunicação e liderança.

“Quanto maior for a capacidade de automatização, maior será o valor do discernimento, da comunicação, da inteligência emocional e da capacidade de inspirar e mobilizar equipas”, refere Maria José Amich. A tecnologia pode ampliar a análise, mas cabe ao líder interpretar, questionar, decidir e assumir a responsabilidade pela decisão.

Aprender é mais do que uma etapa

Os programas de MBA estão, também, a adaptar-se à forma como os profissionais aprendem e trabalham. Modelos flexíveis e híbridos coexistem com a valorização da experiência presencial, sobretudo na discussão, no trabalho em equipa e na construção de relações.

Para Maria José Amich, o MBA deve ser entendido menos como um episódio isolado na carreira e mais como parte de uma lógica de aprendizagem contínua. O salário e a empregabilidade continuam relevantes, mas ganha peso o propósito na carreira e o impacto não só no negócio, mas também na comunidade e na sociedade como um todo.

“Para uma competência muito específica, há hoje excelentes formações curtas. Um MBA responde a algo diferente: não se limita a somar conhecimentos, transforma a forma como se pensa, gere e lidera. O seu papel é preparar líderes capazes de aprender continuamente, pensar de forma estratégica e adaptar-se ao que ainda não conseguimos antecipar”, explica.

No The Lisbon MBA, o Career Management Center apoia os participantes com aconselhamento individual, mentoring com CEOs, e contacto com líderes empresarias. Depois do MBA, a ligação mantém-se através das comunidades de alumni do The Lisbon MBA, da Católica-Lisbon SBE e da Nova SBE, numa rede com mais de 40 mil profissionais, além do estatuto de MIT Sloan Affiliate Alumni.

Quanto maior for a capacidade de automatização, maior será o valor do discernimento, da comunicação, da inteligência emocional e da capacidade de inspirar e mobilizar equipas. Maria José Amich, Diretora-executiva do The Lisbon MBA CatólicaINova
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