Hotel, galeria e palco cultural de Lisboa
O Tivoli Avenida da Liberdade é muito mais do que um hotel cinco estrelas. Nasceu num palacete histórico, o Rosa Damasceno, foi reinventado por grandes nomes da arquitetura e, hoje, é também um espaço cultural com uma coleção de arte permanente, exposições, concertos e memória da capital
Arte nas paredes e nos corredores
O Tivoli guarda uma coleção permanente de valor histórico e artístico raro: tapeçarias de Vieira da Silva, Milly Possoz e Jean Lurçat, cerâmicas de Jorge Barradas na Mezzanine, murais de Basalisa na Sala Sintra, óleos de Cândido Costa Pinto na porta principal e até um painel de azulejos do século XVIII nos jardins. Entre as jóias do espólio destaca-se ainda a maior coleção privada de obras de Milly Possoz (mais de 80 obras da artista modernista belga e portuguesa).
O painel “Lisboa século XVI” em estuque grafitado, da autoria de Risques Pereira, é cartão de visita no lobby de entrada, e a tapeçaria “Os Signos do Zodíaco” de Jean Lurçat destaca-se no restaurante Cervejaria Liberdade. A este património somam-se as criações contemporâneas que o hotel tem vindo a acolher no âmbito do projeto Tivoli Art Collection – Make Room for Masterpieces. Desde 2011, já passaram pelo edifício nomes como Pedro Calapez, Pauliana Pimentel, Miguel Palma ou AKACORLEONE, consolidando o hotel como uma galeria viva e acessível a todos.
Programa cultural em expansão
Hoje, visitar o Tivoli Avenida Liberdade é também percorrer um roteiro artístico em permanente renovação. Entre tapeçarias, instalações, fotografia e cerâmica, os espaços comuns ganham novas leituras através de exposições temporárias, muitas vezes concebidas em diálogo direto com a arquitetura e a atmosfera do hotel. As artes performativas também têm aqui palco: desde 2023, o lobby recebe mensalmente as Tivoli Live Sessions, concertos gratuitos e intimistas que vão do jazz ao fado, passando por sonoridades contemporâneas. A ideia é simples — transformar a estadia (ou uma visita ocasional ao bar) numa experiência cultural completa. Por ali já passaram músicos conceituados como o pianista Mário Laginha ou o contrabaixista Carlos Barreto e nomes internacionais como Kevin Kays, Ali Jackson, ou jovens músicos como Hugo Lobo (piano) ou Maria Carvalho (bateria).