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Vinhos: à descoberta da Região dos Vinhos Verdes

Os cheiros e sabores de boa comida e os vinhos distintos, frescos e apelativos são certamente um bom pretexto para visitar as paisagens e lugares de uma região com muito para ver. Depois, há que sentar à mesa para o repasto e apreciar os sabores regionais, de preferência com gente da terra, porque é sempre bom escutar e aprender.

27 Dezembro 2021 21:47

Quem já foi a muitos sítios deste País, de Vila Real de Santo António a Caminha, sempre de mente aberta e à procura de algo novo para admirar, não pode deixar de ir de vez em quando ao Noroeste do País, a região berço dos Vinhos Verdes – uma denominação diversificada e versátil em estilos e perfis de vinho, conhecida por produzir não só vinhos leves e frescos, mas também vinhos minerais, complexos e estruturados que facilmente acompanham um menu inteiro.

No percurso, a cor que designa a região é dominante numa paisagem onde o relevo domina, contendo cursos de água refrescante, separando terras sedutoras como Melgaço, Monção, Arcos de Valdevez ou Ponte de Lima, entre outras, bons locais de repasto e outros motivos de visita.

Perto do Porto, a região demarcada inclui um cordão de praias que se estende até à foz do rio Minho, na fronteira com Espanha. Vale a pena percorrê-la, à procura de peixe fresco e marisco, grandes companheiros de mesa dos Vinhos Verdes das castas Loureiro, Alvarinho, Trajadura, Avesso e Arinto, entre outras, ou dos seus lotes.

Mais para o interior, a gastronomia passa a ser dominada pelos pratos de carne. Rojões, sarrabulhos e cabrito do monte são bons parceiros do Vinho Verde tinto. Mas também a lampreia, na altura dela, tal como acontece com o sável, se for servido frito. E não nos podemos esquecer do bacalhau à minhota, prato imperdível e difícil de encontrar noutra zona do país, apesar da simplicidade da sua feitura.



Brisas marítimas


A atual Região Demarcada dos Vinhos Verdes estende-se por todo o Noroeste do País, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Tem, como limite a norte, o rio Minho, na fronteira de Portugal com a Galiza. A nascente e a sul delimitam-na zonas montanhosas, e, a oeste, o oceano Atlântico. É precisamente a ação das brisas marítimas, que entram, terra adentro, por sobre o vasto anfiteatro que se vai elevando para o interior minhoto, que mais condiciona o clima. Influenciam o elevado vigor vegetativo das vinhas e ajudam a modelar as características dos vinhos.

Não há nada como deambular pelo País, conhecer um pouco melhor todos os locais do mapa e verificar que há, em cada canto, sempre algo mais para descobrir. Há muito para ver nesta região de vinhos. Por isso, o melhor é informar-se, até porque há empresas de vinho que oferecem também alojamento, para além da visita e a possibilidade de nelas fazer uma refeição e provar vinhos.

A Rota dos Vinhos Verdes é uma boa opção para quem procura conhecer melhor a região, visitar produtores, escolher os melhores sítios de comer, visitar monumentos e outros motivos de interesse, convivendo com as pessoas.



Vinhos com personalidade


O Vinho Verde é único no mundo. A tipicidade e a singularidade provêm, por um lado, das características dos solos e dos diversos microclimas e, por outro, da personalidade das castas regionais e das formas de cultivo da vinha. Os tintos produzidos na Região dos Vinhos Verdes têm cor intensa, por vezes espuma rosada ou vermelho-viva, e são frutados no nariz e encorpados na boca. Os rosés vão do levemente rosado ao rosa carregado, apresentam aromas de fruta fresca vermelha, como morangos, cerejas ou framboesas e frescura na boca, por vezes com alguma textura. Os brancos têm geralmente cor citrina ou palha, algum floral, fruta citrina, branca e de caroço e grande frescura.




Vinhos Verdes: o copo certo


Para sentir todo o potencial que os Vinhos Verdes têm para proporcionar prazer, deve escolher o copo certo para o fazer. A forma deve ser convexa, com o bordo a virar para o interior para os aromas do vinho serem libertados mais lentamente, e apreciados facilmente. Na maior parte dos casos, os aromas dos vinhos brancos distinguem-se melhor em copos em forma de túlipa, semelhantes aos dos tintos, mas mais esguios. É este tipo de copos que deve escolher para apreciar os seus Vinhos Verdes, pois contribuem para valorizar aquilo que os distingue e realçar as qualidades.




Aprecie à temperatura certa


Geralmente não se sentem os aromas e os sabores nos vinhos demasiado frescos. Por outro lado, os tintos perdem qualidades quando são aquecidos. Mas é verdade que os vinhos sabem sempre melhor se forem servidos à temperatura em que expressam todo o potencial para proporcionar prazer a quem os bebe.

Brancos, rosados e espumantes são mais agradáveis se apreciados frescos. Os tintos devem apenas ser ligeiramente refrescados, para que a libertação dos aromas se vá fazendo mais lentamente depois de serem vertidos no copo. Mas todos devem ser arrefecidos ou aquecidos gradualmente.




Estas são as temperaturas ideais para apreciar Vinhos Verdes:


Brancos => 8 a 12 °C

Rosados => 10 a 12 °C

Tintos => 12 a 15 °C

Espumantes => 6 a 8 °C