Secções
Entrar

Carneiro diz que dentro das famílias "não concordam todos" e volta a defender IVA zero

Lusa 19 de setembro de 2026 às 21:34

Secretário-geral do PS respondeu à crítica do também socialista João Galamba.

O secretário-geral PS afirmou este sábado que dentro das famílias as pessoas não concordam todas e voltou a defender o IVA zero para o cabaz alimentar, medida criticada pelo socialista João Galamba, que a considerou desadequada.

O Secretário-geral do Partido Socialista, José Luis Carneiro, partcipipa no Paulo Cunha / EPA

"Isto é como dentro da nossa família: nós não concordamos todos uns com os outros, mas depois de tomadas as decisões têm de ser assumidas. Eu percebo a preocupação do meu camarada João Galamba, que é garantir que o país também acelera o investimento nas energias renováveis (...) Mas enquanto há essa prioridade, nós temos de responder às famílias, que é isso que é muito importante", afirmou José Luís Carneiro.

O socialista, que falava aos jornalistas à margem da `rentrée´ política da Federação Distrital do Porto do PS, respondia às declarações do ex-Secretário de Estado da Energia e do Ambiente João Galamba que afirmou, em entrevista à SIC, não concordar com a medida do IVA Zero no cabaz alimentar, que considerou não ser o "caminho adequado".

No Jardim do Senhor do Padrão, em Matosinhos, José Luís Carneiro voltou a defender as medidas propostas pelo PS como forma de "responder às famílias", através da aplicação do IVA Zero para o cabaz alimentar e a sua redução nos combustíveis.

"No caso dos combustíveis, [a redução] é via ISP, porque é a via que nós já adotámos em 2022, quando, por exemplo, também estava o Dr. João Galamba no Governo e aprovou estas medidas", atirou o líder partidário.

Sobre as acusações proferidas pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que acusou o secretário-geral do PS de defender uma política económica de resposta à crise a "pensar nas sondagens", José Luís Carneiro voltou a recordar que se tratam de medidas também anteriormente defendidas pelos sociais-democratas quando eram oposição: "quer o ministro das Finanças, quer Luís Montenegro, propuseram que António Costa reduzisse o IVA sobre os combustíveis de 23% para 6%".

José Luís Carneiro discursou ainda no encerramento da 'rentrée', momento em que acusou o Governo de não compreender os desafios atuais que o país enfrenta e de ser "insensível e incapaz".

"Portugal tem hoje um Governo que não consegue compreender as dificuldades que enfrenta a economia, que enfrentam as empresas, que enfrentam as famílias e que enfrentam as instituições. Um Governo insensível e incapaz", criticou.

O socialista acusou o Governo de ter demonstrado recorrentemente "incompetência para responder aos momentos das crises".

Carneiro considerou que o Governo liderado pelo Luís Montenegro "foi incapaz de responder à crise do apagão, foi incapaz de responder à crise dos incêndios de 2025 e foi incapaz, impreparado, para responder à crise das tempestades que os nossos autarcas tiveram que enfrentar com os escassos meios".

"Este governo insensível preferiu ter um primeiro-ministro a acompanhar o futebol, do que ter um primeiro-ministro quando foi determinado o estado de situação de emergência e de alerta no país com os incêndios florestais", atirou, relembrando também "o caos" dos exames nacionais.

Artigos Relacionados
Artigos recomendados
As mais lidas